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Casos de doenças respiratórias durante período frio e seco chegam a 70% em Macaé

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Informação foi divulgada nessa semana pela Coordenadoria da Enfermaria Pediátrica do HPM. Médico pneumologista explica como doenças podem ser amenizadas com alguns cuidados, dentre eles, consumo de água.   

Daniela Bairros

O inverno oficialmente ainda não começou, mas já  dá para sentir a temperatura um pouco amena nos últimos dias. Com o  tempo mais gelado, e muitas vezes seco, também chegam e, para incomodar, as doenças respiratórias, como asma, pneumonia, rinite e sinusite.

Em Macaé, a Coordenadoria da Enfermaria Pediátrica do HPM – Hospital Público – e Coordenadoria do Programa de Residência em Pediatria, divulgou que, neste período, os atendimentos no PA (Pronto Atendimento) de Pediatria do HPM, relacionados a doenças respiratórias, chegam a 70% dos casos.

Segundo Ângela Mendonça, médica e coordenadora da Enfermaria Pediátrica do HPM e Coordenadora do Programa de Residência em Pediatria e Pneumopediatra do HPM, os números de atendimentos são do STI Adulto (Serviço de Tratamento Intensivo), UTI (Unidade de Terapia Intensiva Adulto) e STI Pediátrico do HPM. Em 2015, foram 19 internações por pneumonia, sendo que a maior incidência, nove casos, foi registrada no segundo quadrimestre do ano. No primeiro quadrimestre, foram quatro casos e, no último, seis casos. No ano passado, foram 13 internações causadas por pneumonia, sendo que foram seis casos no primeiro quadrimestre de 2016. No segundo, três casos e no último, quatro.

O que são doenças respiratórias

O médico pneumologista Gleison Marinho Guimarães, da rede pública de saúde de Macaé, explicou que as doenças respiratórias, também conhecidas como doenças de inverno, estão relacionadas à sazonalidade do outono para inverno e englobam as pneumonias e infecções das vias aéreas superiores, sendo estas as sinusites, otites, faringoamigdalites. “Estas infecções são mais comuns nesta época do ano, principalmente pela circulação sazonal dos vírus respiratórios e vírus influenza (gripe). Essas doenças geralmente atingem pessoas que não carregam nenhuma alergia, como também possuem alguma doença estrutural, ou seja, que já tenham asma, bronquite, rinite alérgica”.

Ainda segundo o médico pneumologista, pessoas mais suscetíveis às doenças respiratórias são as que ficam muito em casa, em ambientes fechados, em locais que não há circulação e renovação do ar. “A recomendação é evitar lugares fechados ou sempre manter circulação de ar, manter a higiene do local, não deixando acumular poeira, mofo, principalmente para quem já possui alergia. Outra prevenção, mais indicada hoje, é a vacinação. Temos vacinas para pneumonia, que pode ser feita em bebês, adolescentes, idosos, vacinas contra a gripe, coqueluche, que também circula mais nesta época. Se esses cuidados forem tomados, os riscos serão muito menores”.

Uma alimentação saudável, segundo Gleison Guimarães, também ajuda na prevenção. “Se a pessoa se alimenta bem, possui níveis adequados de vitamina D, e se pratica atividade física, dificilmente pegará uma doença ou sofrer com problemas respiratórios”.

No dia a dia, para as mães com filhos portadores de doenças respiratórias, como asma e bronquite, a dica é manter o ambiente úmido, usando uma simples toalha. “Têm crianças que melhorar no frio seco e outras no frio úmido, assim também é o adulto. O frio mais seco atrapalha as pessoas que possuem asma, porque resseca mais o ar, a via aérea, mas ao mesmo tempo, no frio úmido, também há pessoas que adoecem mais. A orientação é identificar, dentro de casa, o que vai funcionar naquele ambiente como forma de tratamento”.

 

Crédito: Reprodução

 

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