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Teatro Sesi Macaé apresenta neste final de semana espetáculo “Dona Coisa”

Daniela Bairros

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Retornando ao circuito carioca, apresentação será no sábado (20), às 20h, e domingo (21), às 19h.

 

Daniela Bairros

O Teatro Sesi Macaé apresenta neste final de semana, sábado e domingo, o espetáculo teatral “Dona Coisa”, comédia dramática e repetidas tardes a espera de cartas de um desconhecido. Retornando ao circuito carioca, apresentação será no sábado (20), às 20h, e domingo (21), às 19h.  O espetáculo tem a direção geral de Elielson Corrêa e interpretação de Janaina Mendes.

Cidade escolhida por ser onde tudo começou para atriz Janaina Mendes e o Diretor Geral Elielson Corrêa, a produção do espetáculo fez questão de contar em Macaé com vários profissionais macaenses, sendo eles: Aldebaran Bastos, Fábio Erre, Vinny Pinheiro, Rodrigo Motta, Dayanna Leal e Viviane dos Santos. O espetáculo conta com apoio cultural de vários empresários da cidade, mostrando assim a importância de se apoiar a cultura. “Não realizamos nada sozinhos. A cultura e o esporte ainda pode salvar várias vidas e direcionar crianças, jovens e adultos para outros caminhos”, declarou Janaina Mendes.

Com base realista,  a encenação organiza seus quadros cênicos a partir de alguns jogos dramáticos em que elementos cenográficos, objetos e adereços, assumem posição de figuras humanas com as quais a personagem dá vasão à sua imaginação. Entrecortada por narrativas que interrompem o fluxo da representação, a encenação utiliza os elementos da memória da personagem para construir situações em que surgem outros espaços, outros tempos e outros personagens. Não se trata de sonho ou desvario, apenas, mas também de recobrar os tempos passados e, assim, reinventar novas possibilidades de viver o presente.

Toda ação dramática de Dona Coisa está sublinhada pelas lembranças. A atmosfera do tempo se faz presente em diferentes aspectos, como cronologia, como espera, como memória, como encontro, como outrora, como porvir. Dona Coisa, personagem título, encontra em suas tardes de solidão consentida possiblidades de encontrar-se consigo mesma, reler suas lembranças e reviver momentos voluptuosos de encontros e desencontros que tenha vivido. Dona Coisa pode ser uma expressão do processo de coisificação da mulher, da mulher como objeto, que não foi capaz de se desvencilhar de seus entraves morais e, sendo assim, passa a ser algoz de si mesma quando se deixa levar pelos desvios desta própria moralidade.  Dona Coisa pode ser uma expressão do inominável, do indescritível, do que passa despercebido, do que, tendo pouca importância, torna-se invisível, inclusive, para os que com ela convivem. Dona Coisa são centenas, milhares de pessoas que vivem a simplicidade da vida cotidiana sem grandes acontecimentos, onde o extraordinário está apenas na imaginação de poder viver outras situações e sentir outras emoções.

A plasticidade da encenação é construída pelos elementos expressivos do tango que criará uma série de pequenas partituras corporais que sobressaem das ações realistas e cotidianas e que ajudam a compor a personagens e sua complexidade de ser e sentir. Partindo desse princípio, o enfoque está na performance do ator e nos elementos expressivos do seu corpo, voz, e imaginação crítica e criativa.

A encenação utiliza uma cenografia simples que configura uma sala de estar onde se passa toda a trama. A iluminação segue a mesma linha de simplicidade e que sirva a trama de modo a sobressaltar expressões e reforçar os traços dos objetos cenográficos e do ator, recriando os ambientes possíveis para o desenvolvimento da narrativa. Na mesma direção, o figurino, sem marca temporal, busca compor a personagem de forma que ela própria redefina diferentes usos e modelos nos jogos de representação durante o espetáculo. Já a música busca reforçar a lembrança e a rememoração da personagem, além do uso coreográfico da montagem.

Sobre o espetáculo

O espetáculo Dona Coisa é um solo interpretado por Janaina Mendes, sob direção geral de Elielson Corrêa. Essa comédia dramática traz aos palcos o drama de uma mulher que passa longas e repetidas tardes revivendo suas histórias enquanto espera cartas de um desconhecido, cujo conteúdo ela julga inapropriado. Dona Coisa, personagem título, faz de suas tardes de solidão consentida possiblidades de encontrar-se consigo mesma, reler suas lembranças e reviver momentos voluptuosos de encontros e desencontros que tenha vivido.  Não se trata de sonho, e sim da liberdade de uma mulher recobrar os tempos passados e, assim, reinventar novas possibilidades de viver o presente. O estopim dessa reinvenção de memória é um conjunto de cartas que a personagem recebe. Quem envia tais cartas? Qual o conteúdo dessas cartas?

Com dramaturgia livremente inspirada no conto "Obscenidades para uma dona de casa" do escritor Ignácio de Loyola, Dona Coisa levará ao público a atmosfera do tempo que se faz presente em diferentes dimensões: como cronologia, como espera, como memória, como encontro, como outrora, como porvir. O espetáculo mostra uma mulher em suas várias versões, que transforma a simplicidade da vida cotidiana em acontecimentos extraordinários.

Os ingressos para assistir à peça “Dona Coisa” estão sendo vendidos a R$ 22 (inteira) e R$ 11 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Sesi, que fica na Alameda Etelvino Gomes, 155, Riviera Fluminense, ou pelo site  https://sis.diverteingressos.com/mobile-loja/lista_evento.asp.

Ficha técnica

Direção Geral: Elielson Corrêa

Atriz: Janaina Mendes

Texto: Guiomar Brito

Diretor de Movimento: Pedro Bárbara

Produção Musical: Leopoldo Victor

Operação de Som: Aldebaran Bastos e Luiz Carlos Mendes

Iluminação: Apolo de Souza

Coordenação e Operação de Luz: Fábio Erre

Maquiagem: Vinny Pinheiro

Cenários e Figurinos: Beatriz Condini e Mariana Paes

Designer gráfico: Rodrigo Motta

Produção Local: Dayanna Leal e Viviane Santos by LS Empreendedora Cultural

Direção de Produção: Inspira Projetos Artísticos

Assistente de Produção: Simone Rangel

Parceria: SESI FIRJAN

Crédito:  Pedro Damasio

 


 

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