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Quer comprar ou adotar um cão? Você sabia que para isso é preciso ter Posse Responsável?

Daniela Bairros

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Criadora de cães da raça Shih Tzu e Consultora Animal, Gerlane Mota, dá dicas de como ter a posse responsável do animal e explica que muitos são os cuidados que devem ser direcionados ao bicho  de estimação.

Daniela Bairros

Você quer comprar ou simplesmente adotar um cão? Já parou para pensar nas condições financeiras, o que tem a oferecer ao seu bicho de estimação, como cuidados, espaço físico, higiene e alimentação? Você sabia que é preciso ter a Posse Responsável ao adquirir um cão? Por mais pequeno que ele ou ela sejam?

A criadora de cães da raça Shih Tzu e Consultora Animal, Gerlane Mota, dá dicas importantes de como ter a posse responsável do animal e afirma que muitos são os cuidados que devem ser direcionados ao animal de estimação.

Há 8 anos criando cães da raça Shih Tzu, Gerlane acabou profissionalizando o amor que tem por cães e demais bichos. Segundo ela, as famílias que queiram comprar ou adotar um cão precisa ter uma consultoria animal. “Muitas vezes, quando as famílias se empolgam em querer ter um animal de estimação, não levam em consideração algumas questões como porte do animal, tempo disponível de dedicação ao bicho de estimação, espaço físico disponível, perfil, despesas. E muitas vezes nãos se atentam a estes importantes detalhes e se empolgam”.

Como criadora da raça Shih Tzu, Gerlane não só vende os animais, mas também realiza um rigoroso processo de avaliação para verificar as reais condições no momento de adquirir o cão. Primeiramente, o interessado recebe um formulário para ser preenchido. Segundo a consultora animal, se as respostas forem adequadas, uma entrevista é marcada, onde outros questionamentos são levantados. Caso algum integrante não esteja presente, uma nova entrevista é marcada. Gerlane trabalha com contrato assinado, atestado e pedigree. “No contrato consta a clausula de castração. Quem compra comigo é obrigado a castrar. Castrando, além de evitar cruzamentos irresponsáveis, os benefícios para a saúde do cão, tanto o macho quanto à fêmea, são muitos. Vários tipos de tumores, por exemplo, são evitados com a castração. E muitas vezes as pessoas não sabem disso”, explicou a consultora, que ainda ressaltou que a consultoria também envolve um trabalho de desmistificação quando as pessoas preferem o macho ou fêmea.

Gerlane afirma que não vende cachorro, mas que multiplica amor. Advogada de formação e pós-graduada em Recursos Humanos, Gerlane resolveu jogar tudo para o alto e, por amar muito os animais, em 2010, começou a trabalhar com a criação de animais. Naquele ano, a adoção de uma cachorrinha Shih Tzu foi anunciada numa antiga rede de relacionamentos. Com pena do animal, Gerlane adotou a cachorrinha, mas na verdade acabou resgatando um animal deixado para adoção pelos antigos donos. “Dando muito amor, atenção, mas muito limite, consegui cuidar da cachorra. Comecei a estudar a raça Shih Tzu, que tinha muito pouco na época em Macaé. Me aprofundei e me apaixonei pela história da raça. O Shih Tzu é o cão do amor. É a personificação de um amor impossível entre uma princesa e um príncipe. A princesa da China e o príncipe da Mongólia que não podiam se casar. As famílias não concordavam. Pegaram, cada um representante do seu povo, como pequinês da China.  Do cruzamento dos dois, nasceu o Shih Tzu, que é personificação do amor. Por isso, a raça é muito calma, amorosa, se dá bem com crianças e outros animais, idosos. É um cachorro que não requer muita energia, atividade física. Se adaptam muito bem a espaços pequenos, como apartamentos, mas também ficam muito bem em casas e outro detalhe, latem muito pouco”.

Atualmente, Gerlane tem 15 cães da raça Shih Tzu. Depois de pesquisar muito a raça, a consultora foi atrás de criadores sérios. Comprou cães com pedigree elevado e começou a criar. A primeira ninhada já nasceu vendida, assim como a segunda. Quando entrega o animal, a família recebe um kit filhote, composto por cama, sanitário, brinquedos e até mesmo apostila para direcionar o cliente. “Os filhotes, desde a gestação, muitas vezes já são acompanhados pelo cliente. Pode acompanhar desde o ultrassom, desenvolvimento dos filhotes e o nascimento. Recebem fotos e vídeos mensais por meio de uma rede social. Após a entrega, o trabalho de orientação continua ao longo da vida do cão”.

Posse Responsável

Para ter um pet companheiro, a posse responsável de animais deve ser levada em consideração, já que pode diminuir as chances de abandono e promover o bem-estar dos bichinhos. A ARCA Brasil (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal)  é um dos grandes nomes por trás de projetos de controle e conscientização da população em relação a esse tema, e criou uma lista especial de fatores que devem ser bem observados por quem deseja acrescentar um amiguinho à família. Segundo Gerlane Mota, entre os itens mais importantes para a posse responsável de animais, está o tempo que tem de ser dedicado ao pet  (tanto para passeios como para dar carinho e atenção em casa); as informações que sabe em relação ao tipo de animal que deseja e quais são as suas principais necessidades, qual raça se adequa mais ao seu estilo de vida, espaço e possibilidade de investimentos, entre outras coisas. “Há duas formas de se adquirir um animal, através da compra, onde se deve procurar criadores sérios e registrados ou através da adoção, onde é possível achar um novo amiguinho já vacinado e castrado. A sua capacidade de dar conforto ao pet também é um fator importante, e o futuro proprietário de um animal deve ter certeza de que pode fornecer alimento, abrigo, visitas ao médico veterinário, passeios, amor e educação a seu cãozinho ou ao seu gato antes de levá-lo para casa”, ressaltou. Ainda segundo a consultora, a identificação do pet pode ser feita por meio de plaquetas e microchip.  “A castração de machos e fêmeas também são primordiais para a posse responsável de um animal, já que garantem a segurança do bichinho e impedem crias indesejadas, além de evitar vários tipos de doenças e comportamentos indesejados  Como demarcação de território e dominância,  também o que, consequentemente, ajuda a diminuir o número de animais abandonados. É importante se informar sobre algumas formas de identificação de animais, como pesquisar o perfil da raça desejada, fazer uma análise profunda dos motivos que ensejaram a vontade de ter um animal.”

Considerando que a vida média de um animal é de 12 anos, as regras da posse responsável indicam que, antes de incluir um novo membro à família, todos devem estar de acordo. A ARCA Brasil chegou até a desenvolver um questionário específico para que seja testado o nível de responsabilidade e capacidade dos futuros donos de animais.

“Não é a compra ou adoção que geram o abandono animal, e sim a responsabilidade do ser humano”, concluiu Gerlane Mota.

  Crédito: Nereida & Mireia Photography

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