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Professor, antropólogo e escritor macaense lança livro "50 poemas para esquecer o ontem" no próximo dia 22

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Daniela Bairros

O professor, antropólogo e escritor macaense, Paulo Emílio Azevedo, lança no próximo dia 22 de abril, às14h, online, o seu 16 livro " 50 poemas para esquecer o ontem", da Fundação Paz. Segundo o autor da obra, serão mais quatro até o fim do ano, quando na ocasião completará vinte livros.

O autor volta a apostar na poesia como possibilidade de "fôlego" e "pausa" em tempos de isolamento social.
Ilustrado pelo designer Filipe Itagiba, a capa já instiga a conhecer o conteúdo da obra.

Com 90 páginas , "50 poemas para esquecer o ontem" dialoga por meio de versos e rupturas com o esquecimento, o hoje e as tantas perguntas sobre o amanhã. Prefaciado pela Gestora em Biblioteca e Analista Literária, Malena Xavier, o livro se utiliza da poesia e da prosa poética (aquilo que Baudellaire também definiu como poesia) para uma aproximação com tantas fragmentações que nos irrompe a produzir cacos e ou espelhos cortando o pulso do presente. "Estamos diante de uma projeção da sombra cujo ser pode estar oculto. Portanto, quem é essa pessoa (que pode também não ser ninguém)? Como ela se constitui em suas formas? Será que há uma forma exata para a escrita sobre o incerto? Sobre qual ou quais subjetividades nos emancipamos? Como é a cor da voz dessa sombra?" Sem ousar responder tantas questões, Paulo, que assina Paz conforme seu heterônimos no gênero "poesia", investe numa geografia de palavras a fim de nos invadir de lirismo e outras inspirações, como ele mesmo diz "poesia tem que gerar apneia para em seguida sairmos com os pulmões mais fortes a respirar a vida". "O que eu quero das pessoas é coragem para nos redescobrirmos, redescobri não apenas nosso país, mas principalmente nossa pátria íntima", enfatizou.

Formato e acesso

Esse é o quarto e-book do autor gratuito e a forma de acesso será por meio do site www.fundacaopaz.com, plataforma virtual que registra e documenta toda a produção intelectual de Paulo. Para ter acesso ao livro basta acessar, preencher um breve cadastro e baixar o arquivo no formato pdf.

Sobre o autor

Professor, Pós Doutor em Políticas Sociais e Doutor em Ciências Sociais com especialização em Antropologia do Corpo e Cartografia da Palavra. Escritor, criador no campo das artes cênicas e consultor na área de Educação e Cultura, cuja pesquisa tem por objetivo refletir sobre outras formas de comunicação aos diversos protagonismos e redes de sociabilidade na sociedade contemporânea. Seu trabalho aparece bem ilustrado pelo processo criativo, conceitual e de gestão; onde tal experiência destaca a capacidade de unir teoria e prática como lugares de conversação, cabendo sublinhar as ações que desdobram no espaço urbano, na capacitação de estudantes e educadores e na formação de intérpretes e atores.  Profissional preocupado em valorizar o “belo” em suas múltiplas formas. Recebeu diversos prêmios, entre eles “Rumos Educação, Cultura e Arte” (2008/10) através do Instituto Itaú Cultural e “Nada sobre nós sem nós” (2011-12) no âmbito da Escola Brasil/Ministério da Cultura, com o intuito da publicação do livro “Notas sobre outros corpos possíveis” (2014) – com o mesmo concorreu a final do Prêmio Rio Literário (2015) na categoria “Ensaio”. Sendo um dos introdutores das práticas do poetry slam no Estado do Rio de Janeiro, vem desenvolvendo uma série de ações no campo da palavra falada e performance poética. No ano de 2016 foi um dos escritores convidados pela FLIP Paraty/RJ, em 2017 integrou o grupo de escritores na Printemps Littéraire Brésilien/Paris Sorbonne Université e em 2018 representou o país na Journée d’Etudes Cultures, arts et littératures périphériques dans les Amériques: une approche transnationale de la production, la circulation et la réception em Lyon (França). Em sua principal pesquisa na Literatura está o reconhecimento do método Reestruturalismo. Quanto ao processo criativo quatro conceitos atravessam sua metodologia de trabalho, aquilo que o próprio denominou de 4D: desequilíbrio, desobediência, desconstrução e deformação – um aprofundamento sobre os mesmos pode ser melhor observado na plataforma da Cia Gente. É pai de Hiago; sua obra-prima.

Obras anteriores

“O Andarilho”, 2019 (port/es)
“Quarenta e três ou quatro formas de nascer”, 2019
“Um corpo e uma voz: a cidade como obra de arte”, 2018 (port/fr)
“Depois do silêncio, uma obra prima de amor ou ódio”, 2018
“Versos sem fim”, 2018
“Depois dos vinte, prometo escrever o romance e me chamar Machado de Azevedo”, 2017
“O amor não nasce em muros”, 2016
”Ensaios de um poeta só”, 2015
“Notas sobre outros corpos possíveis”, 2014
“Tagarela, o penúltimo registro do slam poetry no Brasil”, 2014 (org.)
“Palavra projétil, poesias além da escrita”, 2013
“Membros, a história de um corpo político que dança”, 2009 (org.)
"Meninos que não criam permanecem no C.R.I.A.M.”, 2008 (port/fr)
“A descoberta de talentos nas escolas municipais de Macaé”, 2002
“Dança de rua contando histórias”, 2000

Crédito: Divulgação

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