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Morador de Macaé e autista participa de congresso e expõe quadros pintados por ele

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

O morador de Macaé e portador de autismo, Davi dos Santos Simões Portugal, de 10 anos, mais uma vez fez bonito com os seus lindos quadros, todos pintados por ele mesmo. Em setembro, Davi participou do 1º Congresso Internacional sobre Autismos, realizado no Teatro Mário Lago, localizado nas dependências do Colégio Pedro II, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

Segundo Thiago de Araújo Bezerra da Luz, Psicopedagogo e Brinquesta e organizador do congresso, o objetivo foi debater e levar aos pais os melhores profissionais do Brasil, das mais diversas áreas, seja clínica, terapêutica ou pedagógica e mostrar como o autismo está hoje no Brasil. Além do Davi, o congresso contou com a realização de uma mesa redonda com dois autistas adultos, William Chimura e Wilson Marx, que contaram ao público todo o processo de vida, até os dias de hoje. "No congresso, foi abordado o número de autistas no Brasil. Estima-se que sejam mais de 2 milhões e a grande maioria não têm condições de custear um tratamento adequado". O congresso foi abordado pela Creative Ideias.

Davi participou do congresso expondo seus quadros e para os pais, como a mãe Jamile Portugal, ele foi e é muito motivo de muito orgulho. "Todos ficamos muito impressionados com os quadros do Davi, durante o congresso. Estamos muito orgulhosos dele e precisamos sim divulgar esses talentos. O autismo é só uma condição e a arte uma habilidade específica que dá um colorido especial em sua vida. Nós, os pais do Davi, ficamos muito orgulhosos e super felizes com essa oportunidade de mostrar seu talento", declarou Jamile.

Sobre o autismo
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e a Síndrome de Asperger.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 (referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas dentro do espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social (como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Todos os pacientes com autismo partilham estas dificuldades, mas cada um deles será afetado em intensidades diferentes, resultando em situações bem particulares. Apesar de ainda ser chamado de autismo infantil, pelo diagnóstico ser comum em crianças e até bebês, os transtornos são condições permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida.
O TEA afeta o comportamento do indivíduo, e os primeiros sinais podem ser notados em bebês de poucos meses. No geral, uma criança do espectro autista apresenta os seguintes sintomas:
Dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos;
Dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e bloqueios para começar e manter um diálogo;
Alterações comportamentais, como manias, apego excessivo a rotinas, ações repetitivas, interesse intenso em coisas específicas, dificuldade de imaginação e sensibilidade sensorial (hiper ou hipo).
Atualmente a taxa de autismo nos Estados Unidos subiu para uma em cada 59 crianças; no Brasil em 2020 será incluído algo voltado para mapear o autismo nas regiões brasileiras.
E por esse motivo tão complexo, que a Creative Ideias trouxe a Terapeuta Ocupacional Rosemary White, dos Estados Unidos, e o PHD Vitor da Fonseca, de Portugal. Eles participaram do congresso com uma equipe multidisciplinar brasileira e debateram pesquisa e intervenções voltadas para o autismo. Mais de 600 profissionais das mais diversas áreas e pais de crianças autistas participaram de três dias do congresso. Participaram também do congresso, o Presidente Nacional da ABENEPI (Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria, o psquiatra Ricardo Krause e a Presidente da ABENEPI-Rio de Janeiro, a psicomotricista Rita Thompson.

Crédito: Divulgação

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