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Maior memorialista de Macaé, Antonio Alvarez Parada "Tonito" completaria na próxima quinta-feira (27) 93 anos de vida

Daniela Bairros

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Faltando sete anos para o centenário, Tonito é autor da letra do hino de Macaé. Como maior memorialista do Norte Fluminense, foi premiado diversas vezes com o título, inclusive na ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

 

Daniela Bairros

Quem conhece a história de Macaé sabe que este dia 27 de dezembro tem grande importância para a cidade. O maior memorialista do município, Antonio Alvarez Parada, o "Tonito" estaria completando nesta quinta-feira (27), 93 anos de vida.  Faltando sete anos para o centenário desta importante personalidade de Macaé, Tonito é autor da letra do hino da cidade. Como maior memorialista do Norte Fluminense, foi premiado diversas vezes com o título, inclusive na ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

O casal Grazielle Heguedusch (Turismóloga, pós graduanda em História e Cultura no Brasil, Pesquisadora do Observatório da Memória Macaense)  e Rúben Pereira (Músico, Poeta e Memorialista) preservam a memória de Tonito e ressaltam a importância dele para a história de Macaé.

Filho de pai e mãe espanhóis, Antonio Alvarez Parada nasceu em Macaé no dia 27 de dezembro de 1925. Foi criado em Macaé. Tornou-se professor de química e espanhol. Foi professor do Senai de várias disciplinas, mas química e espanhol eram as principais. Foi coordenador e professor do Colégio Luiz Reid, do Senai. No final dos anos 50, passou a escrever sobre a história de Macaé em jornais da cidade até o final dos anos 85. Tonito faleceu em março de 1986. Lançou livros sobre Macaé e um deles é sobre Química ('Cátions e ânions') e outras obras lançadas em vida, dentre elas, Histórias da Velha Macaé. Segundo Rúben Pereira, as publicações de Tonito registradas em jornais foram aos poucos  sendo organizadas. “Primeiramente, foi lançada 500 histórias curtas e antigas, que foi feito em dois volumes e o livro Póstumo. Depois Larissa Frossard, pesquisadora, organizou as publicações das cartas da província de 1978 e 1979, notícias da transformação de Macaé e que ele escrevia para o Jornal Fluminense, de Niterói. Posteriormente, publicou dois livros: “Fio da história” e dos 200 anos de Macaé”.

Além das obras publicadas em vida, Tonito deixou livros prontos, mas que não foram publicados, como Calendário Macaense, Quem é quem nas ruas de Macaé e 100 anos de Poesia em Macaé. “Na bibliografia dele, há mais dois livros, das palestras que ele proferiu, uma no IHGB Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro no Rio de Janeiro sobre Barão de Monte Cedro e  outro livro de uma palestra que ele deu no Rotary Club de Macaé. Ele começou a ser um grande repositório da memória da cidade. As pessoas antigas procuravam ele com registros de Macaé. Tonito era apaixonado por colecionar selos,  relógios e  a memória de Macaé, tudo que vinha para ele sobre Macaé ele guardava. E tudo era publicado em jornais”, explicou Rúben.

Tonito fundou a Academia Macaense de Letras e atuou como jornalista.  Foi casado com Detinha durante 33 anos, de 1953 até o ano de sua morte, 1986

“O Tonito, para Macaé, significa o baú de memórias da cidade. Em vários anos, foi premiado na Alerj por ter sido o  maior pesquisador e historiador da memória de Macaé. E atualmente, qualquer pessoa que for fazer alguma pesquisa da cidade, vai ter que passar por ele. Vários historiadores escrevem histórias baseadas em pesquisas de Tonito, publicadas em jornais. A paixão  foi o que moveu ele a ser a pessoa mais importante, por resguardar e divulgar a memória de Macaé. Eu e Rúben somos guardiões do acervo de Tonito, mas o detentor oficial  deste acervo é Cesareo Alvarez Parada Júnior”, finalizou Grazielle

Fotos : Acervo Antonio Alvarez Parada

 

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