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Escritor de Macaé e São Paulo lançam livro virtual no Dia Nacional da Poesia

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

Os escritores Paulo Emílio Azevedo, de Macaé, e Bruno Sanctus, de São Paulo, lançam, no dia próximo dia 31, no Dia Nacional da Poesia, o livro virtual “É tudo tinta que sai da gente”, da Fundação Paz. O lançamento será pela plataforma zoom, a partir das 18h.

Com dezenove poemas escritos a quatro mãos (por meio virtual), os poetas propõem uma redação na qual o 'corpo' é o protagonista. Dele, Paulo e Bruno promovem um delírio (urgente e necessário) sobre o que sai de cada um de nós. O sangue, a saliva, a lágrima entre outros elementos são, ao invés de demonizados ou descartados sumariamente, matéria-prima, tinta ou solventes para pintar tal utopia. Inquietos pelo medo que o corpo de si passou a ter pavor do corpo do outro, os textos sugerem mediações atravessadas pelo drama, a comédia, as relações afetivas e o contexto atual.

Paulo sobre Bruno

Os processos sempre cativaram o escritor Paulo Emílio Azevedo. “São eles que me trazem à tona a verve criativa, o embate, a angústia das escolhas, a liberdade das mesmas e os encontros que só podem ocorrem a partir da experiência compartilhada e vivida no tempo do processo. Tratando-se de Bruno Sanctus, fiz o convite sem pensar duas vezes para este projeto. Aprecio no jovem escritor, a latência, a inquietude em produzir e a capacidade de falar sobre qualquer tema, mas não de qualquer forma. Bruno, une elementos de diferentes narrativas que por sua vez mesclam com a cultura cibernética, a animação, o cinema, o comportamento púbere e, sobretudo, a observação aguçada e "suja" do cotidiano, que nada mais é do que o ser humano frente a frente nu diante de um espelho estilhaçado. Portanto, trazer essas ortografias e vocabulários para um texto de tal envergadura me pareceu um ótimo desafio neste contexto em que estamos sobrevivendo”, enfatizou.

Bruno sobre Paulo

Segundo Bruno, o que despertou nele, foi o fascínio imediato e a proposta do tema, tão pouco usual. “Aquela coisa que te tira da zona do conforto e permite percorrer caminhos até então desconhecidos. É como se eu acreditasse já ter esgotado as abordagens e de repente, uma proposta nova, tentadora e não faustiana, batesse-me à porta. Aceitei antes de compreender a proposta como um todo. O gostoso de trabalhar com o Paulo, foi a total liberdade de desenvolvimento, a maneira sutil com que ele sabe conduzir temas delicados e a leveza que ele consegue trazer a temas complexos e um tanto quanto pesados. Vez ou outra conduziu magistralmente assuntos que eu inseria uma certa violência genuinamente humana. Conheço Paulo desde "Palavra Projétil" e tive a honra de ser um dos comentaristas de "Depois dos Vinte, Prometo Escrever o Romance e me Chamar Machado de Azevedo". Fiquei admirado com a qualidade que ele desenvolve seus trabalhos e o tato na hora de compor, além de ser um dos escritores mais prolíficos com que tenho contato,  um centro avante com os dedos no teclado do computador. Que projetos como este possam acontecer inúmeras vezes. Estou em débito com ele. Precisamos tirar uma foto com as nossas carecas reluzentes, acompanhada da legenda: Chupa, Foucault”, concluiu.

Crédito: Divulgação

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