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Em Casimiro de Abreu, Feira do Quintal do Poeta, além de opção de lazer, gera renda para artesãos da cidade

Daniela Bairros

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No distrito de Barra de São João, os artesãos expõem os produtos todos os sábados.

 

Daniela Bairros

O artesanato tem sido um meio encontrado para muitas pessoas como forma de obtenção de renda, principalmente para quem perdeu o emprego na época de crise. Para alguns também, é uma terapia. E quando expõe os produtos em feiras e outros eventos, esperam um resultado positivo.

Em Barra de São João, segundo distrito de Casimiro de Abreu, esta época de alta temporada tem sido excelente para os artesãos da cidade.  Alguns participam da Feira do Quintal do Poeta, que durante a alta temporada, de janeiro a março, expõe seus produtos todos os sábados.  Segundo a coordenadora da feira, Lenilza Souza Reis, a baixa temporada o evento é realizado no 1º e no 3º sábados do mês e nos feriados, mas nesta época do ano, há boa visitação todos os finais de semana. “Assim, divulgamos os produtos da nossa terra e aumentamos a renda dos artesãos da cidade”, explicou. A feira, segundo ela, acontece na cidade há um ano e meio.

A Beira Rio é conhecida por um local de divertimento e por presentear, diariamente, turistas e moradores, com um belo pôr do sol. E lá, o trabalho de alguns artesãos casimirenses podem ser conhecido . É o caso da artesã Eva Pinto Viana, de 59 anos, mais carinhosamente conhecida como Tia Eva. Ela trabalha com fibras de bananeira desde a infância e aprendeu a técnica com a mãe. Encontrou no artesanato uma forma de obter renda e adora expor no local, por lindo e poético. “Faço muitas coisas com várias fibras de bananeira, palha de milho, taboa palmeiras e outros. Atualmente, me dedico às Artes Sacras. Minhas peças são conhecidas em vários lugares. Estou na feira desde que começou e gosto muito porque, além de vender e mostrar meu trabalho, o local é maravilhoso”, ressaltou.

A irmã de Eva, a também artesã Lucineia Gomes Pinto trabalha com artesanato há cerca de 25 anos. Começou também com a fibra de bananeira, mas atualmente produz roupas artesanais infantis. E também encontrou no trabalho renda e “terapia”. Para ela, o espaço é maravilhoso. “A feira é uma vitrine do nosso trabalho. Mesmo que a gente não venda muito naquele dia, passamos o contato e isso gera encomendas, o que aumenta nossa renda no final do mês. Não fico ficar sem fazer nada e além do trabalho, me realizo fazendo artesanato”, declarou.

A Feira do Quintal do Poeta acontece todo sábado, das 14h às 22h, ao lado do Museu Casa de Casimiro de Abreu, em frente à praça “As Primaveras”. Além da geração de renda na cidade, a feira atrai mais pessoas ao museu e assim mais gente conhece a história do Poeta e, para Lenilza, o importante é unir tudo e ajudar os artesãos da cidade. “A feira ajuda no orçamento dos artesãos. E une tudo e isso é muito bom”, declarou.

Crédito: Divulgação


 

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