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Com o fim da temporada de verão, Cabo Frio busca novas ações para atrair turistas internacionais

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Já foram definidas metas para os próximos meses, como investir no projeto “Cabo Frio Melhor Temporada”.

 

Daniela Bairros

A temporada de verão acabou nas principais cidades da Região dos Lagos e Cabo Frio, uma das mais visitadas durante o calor por turistas internacionais, vai continuar com novas ações para “nossos vizinhos” continuem visitando e desfrutando as belezas naturais do município cabista.

Entidades ligadas ao turismo de Cabo Frio já começaram a se articular para movimentar o turismo internacional na cidade, como o Cabo Frio Convention & Visitors Bureau, que já definiu as metas para os próximos meses, como investir no projeto “Cabo Frio Melhor Temporada” e participar de novas feiras internacionais, como a FIT América Latina 2017, quando a cidade foi oferecida como destino para mais de 90 mil pessoas de todo o mundo, entre profissionais do setor e público qualificado.

Para a presidente do Cabo Frio Convention & Visitors Bureau, Maria Inês Oliveros, é preciso ampliar os investimentos no projeto “Cabo Frio Melhor Temporada”, que visa trabalhar o turismo o ano inteiro, e não somente no verão. “Queremos começar os trabalhos já a partir de março, por meio de um calendário de atividades que movimente o período popularmente conhecido como baixa temporada, com a realização de eventos que já se consolidaram entre turistas como o Festival Sabores de Cabo Frio, por exemplo. Mas também queremos planejar nossa participação em novas feiras e eventos que nos ajude a vender a cidade como destino turístico. Estamos planejando ir para Argentina, Uruguai e Chile, além de realizar campanhas de promoção do destino. É um trabalho de formiguinha, mas que todos os diretores do Convention estão fazendo com apoio dos empresários do trade em Cabo Frio”.

Para ajudar nesta missão, a entidade acaba de participar, no Rio de Janeiro, do Seminário Mais Turismo, Mais Emprego e Renda, promovido na última  terça-feira (27) no auditório do jornal O Globo, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro do Turismo, Marx Beltrão, além de gestores públicos e representantes do trade turístico do Estado do Rio de Janeiro. O evento foi um debate sobre ações estratégicas para desenvolver o setor. Cabo Frio foi representado pela presidente do Cabo Frio Convention & Visitors Bureau, Maria Inês Oliveros, acompanhada de Radamés Muniz, representando a Federação de Conventions Bureau; Tomas Webber, do Búzios Convention; Cipriano Feitosa, do Angra Convention e Márcio Santiago, do Brasil Convention. A colunista do jornal O Globo e apresentadora da Globo News, Flávia Oliveira, foi a responsável por mediar os debates.

O evento aconteceu como parte das comemorações de 15 anos do Ministério do Turismo, e discutiu “Uma nova política oficial de apoio ao turismo”,  através de palestra do Ministro do Turismo; “A importância da conectividade para o turismo”, com Ricardo Botelho, diretor da Anac, e “Novas fronteiras do turismo – potenciais a serem explorados”, com Ricardo Soavinski, presidente do ICMBio. Para Maria Inês Oliveros, todos os temas abordados foram importantes e podem ser utilizados para qualificar ainda mais o turismo em Cabo Frio. “  Turismo não é algo em que colhemos frutos imediatos. É preciso muito planejamento e capacitação constante. É preciso estarmos em constante atualização promovendo troca de ideias com outros setores que também atuam no segmento. Passamos a última temporada inteira sem nenhuma ação que atraísse o turista que precisamos, que é aquele que consome na cidade. E quando percebemos novas perspectivas através de eventos como este, é muito gratificante porque são novas janelas que se abrem para continuarmos todas as ações que estamos desenvolvendo, mas de uma forma ainda melhor “, comentou Inês.

Durante o evento foi revelado que o Brasil recebe menos de 0,5% de todos os turistas internacionais que viajam pelo mundo (pouco mais de 6,5 milhões de turistas internacionais por ano), e que o turista estrangeiro deixa 5,8 bilhões de dólares na economia nacional, contra 19 bilhões de dólares que os brasileiros deixam no exterior: o resultado é um déficit de mais de 13 bilhões de dólares.

 

 

Crédito: Divulgação

 


 

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