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Visitante registra túmulos quebrados e caixões expostos em cemitério de Rio das Ostras

Bertha Muniz

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Ao fundo do cemitério, há uma pilha do que a prefeitura chama de resíduos. São restos de caixões, ossadas e dejetos diversos.

O que deveria ser um momento solene de despedida e saudade para famílias de Rio das Ostras, na Região dos Lagos, tem sido marcado por incômodo, desconforto e irritação. Na última sexta-feira (7), um homem, que não quis ser identificado, esteve no Cemitério Nossa Senhora de Aparecida, localizado no bairro Âncora e se deparou com um cenário lamentável.

O local é limitado por muros altos e dois portões, dividido em duas partes por uma espécie de rua asfaltada. Na primeira metade do cemitério, a partir da entrada, não se percebe nenhum problema.

O cenário começa a mudar a partir da metade, conforme o visitante vai se dirigindo do centro para os extremos do cemitério. O piso é acidentado, e os corredores entre os túmulos estão tomados por mato. Ao fundo do cemitério, há uma pilha do que a prefeitura chama de resíduos. São restos de caixões, roupas e dejetos diversos.

Além da má-conservação do local, o homem flagrou vandalismo em túmulos, caixões quebrados a céu aberto, ossos atirados sobre tumbas, falta de segurança, dificuldade de acesso aos jazigos devido a matagal, alagamentos e críticas ao poder público. As situações já foram alvo de denúncias ao Ministério Público contra a prefeitura por parte de moradores.

“Aquilo lá está uma imundície. Sujeira, lixo e mato por tudo. Terrível. Fiquei apavorada. É um absurdo”, relata a servidora pública Isabel Assis, que esteve no local na última semana para um sepultamento.  Procurada por nossa equipe de reportagem, a Prefeitura de Rio das Ostras, responsável pelo local, informou que existe uma rotina de trabalho de retirada de resíduos (caixões vazios de corpos exumados e lixo), que é feita de 20 em 20 dias no Cemitério Nossa Senhora de Aparecida. De acordo com a nota emitida pelo governo municipal, todo material recolhido é levado para local apropriado.

Foto: Reprodução Facebook/Guerreiros da Vida

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