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Violência nas escolas é discutida em reunião conjunta realizada em Cabo Frio

Thaiany Pieroni

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Autoridades do município de Cabo Frio se reuniram nesta semana, com o intuito de debater a questão da violência  nas escolas municipais. O encontro foi proposto pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos vereadores, após dois casos graves de violência terem sido registrados, na Região dos Lagos, sendo um deles, dentro de uma unidade de ensino de Cabo Frio.

O encontrou contou com a presença do Secretário de Educação de Cabo Frio, Cláudio Leitão, o Comando do Vigésimo Quinto Batalhão, a Coordenadoria da Mulher, o Conselho Tutelar de Tamoios, Diretoras de Escolas, o setor de Orientação Pedagógica do Município, a Guarda Municipal, os presidentes das Comissões de Constituição e justiça (Ver. Guilherme Aarão), de Políticas Públicas (Ver. Vaguinho Simão) e de Educação (Ver. Miguel Alencar), além de outras lideranças e entidades representativas da sociedade civil.

Durante o encontro, o secretário de Educação, Claudio Leitão, reafirmou o compromisso da atual administração da pasta em melhorar a realidade educacional da cidade por meio de diversas iniciativas, como o aumento de investimentos e a promoção de novas políticas pedagógicas, integradas com diferentes áreas.

“É preciso que tenhamos a visão de que o dinheiro público que vai para a Educação deve ser visto como um investimento, e não como um gasto. Estamos trabalhando para o desenvolvimento de parcerias com o Esporte e a Cultura, a fim de promover iniciativas tanto esportivas quanto artísticas e culturais nas escolas. No entanto, isso depende de uma série de fatores, como a recuperação dos prédios e equipamentos públicos. É preciso que esta seja uma ação integrada do governo municipal, da Câmara e da sociedade civil para que possamos avançar na Educação do município”, explicou Leitão.

Leitão afirmou, ainda, que as políticas públicas devem ser asseguradas por lei para que sejam permanentes. “É fundamental que essas políticas sejam de Estado e não apenas de governo, representadas em lei para que o governante que suceda o outro não fique modificando situações que deram certo. É importante também lembrar que é injusto cobrar apenas do poder municipal, uma vez que é fundamental o papel do governo federal no aumento orçamentário da Educação, principalmente na primeira infância, que é quando a criança forma o caráter e precisa de maiores cuidados, como a garantia de uma alimentação que lhe dê a nutrição necessária para a sua formação, inclusive, neurológica”, frisou.

Durante a plenária, educadores e representantes comunitários lembraram que a escola tem um papel pedagógico e não punitivo, e que é por meio da Educação que a realidade pode ser efetivamente transformada. Também foram foi apresentada pelos participantes a necessidade da união de forças da própria sociedade, criando novas oportunidades que permitam que as crianças e os jovens tenham condições de vida digna, uma vez que a fragilidade socioeconômica é um fator propulsor da violência.

A Coordenadora de Orientação Educacional da Secretaria de Educação,  Natália Rocha Casemiro, lembrou que a escola reflete o contexto social na qual está inserida. “A escola é um microcosmo da sociedade. Se ela é violenta, é porque a sociedade é violenta. Precisamos pensar a violência de uma forma mais ampla, a começar pela ausência de investimentos em educação, a precarização do docente e das escolas em todo o país”. A coordenadora lembrou, também, que escola não é presídio. “É um espaço de produção de conhecimento, de artes e esportes, de professor e aluno. Não podemos pensá-la como uma instituição essencialmente disciplinadora, mas pedagógica”.

Para o vereador Rafael Peçanha, presidente da Comissão o encontro trouxe uma ponta de esperança. "Tivemos uma discussão sadia, objetiva e propositiva, que nos traz uma ponta de esperança. Obrigado e parabéns a todas e todos que participaram. Agora vamos arregaçar as mangas juntos e partir para a ação", finalizou.


 

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