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Tombamento do Galpão do Sal, em Cabo Frio, volta a ser discutido nesta quarta-feira, 06

Thaiany Pieroni

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O possível tombamento do Galpão do Sal, situado no bairro da Passagem, em Cabo Frio, voltará a ser discutido em reunião realizada nesta quarta-feira, 06, pelo Conselho Municipal do Patrimônio Artístico e Cultural (CMUPAC). O encontro está marcado para às 18h, no Solar dos Massa, que fica na Praça Porto Rocha.

Na semana passada, durante a primeira reunião sobre o assunto, houve depoimentos dos conselheiros e de integrantes da sociedade civil organizada. O debate de amanhã também é aberto a todos que queiram expor suas opiniões e tirar dúvidas sobre o assunto. O próximo passo será a votação sobre o assunto, prevista para acontecer no dia 11 de fevereiro.

O Galpão do Sal faz parte de um antigo conjunto arquitetônico que englobava outros imóveis com a mesmas características. Com o tempo, os demais imóveis foram vendidos e demolidos para dar espaço a empresas de pescado. Hoje, o Galpão do Sal é o único de pé e, para alguns, possui grande valor histórico por ter feito parte da época da economia de exportação de sal e cal na região.

Entretanto, o processo que envolve o tombamento do imóvel teve folhas removidas durante o período da antiga composição do Conselho do CMUPAC. Segundo o representante da OAB no Conselho, Newton Cordeiro Freitas, em sua fala na última reunião, uma das atas do processo desapareceu. "Esse processo precisa ser analisado com mais profundidade. Recebemos um laudo da Defesa Civil apenas agora condenando o galpão. Mas e o que havia antes e sumiu do processo? Acredito que ele ainda não está maduro o suficiente para ser votado", opinou o advogado.

Para Aline Costa Simões, representante do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), há lacunas na história daquele local. "Não estamos estudando o valor das telhas e das paredes, mas sim o valor cultural do espaço. Ao meu ver, deveriam ser tombados a casa e o galpão, pois ele sozinho não tem história, nem a casa", comentou.

O imóvel é próprio e o arquiteto responsável pelo proprietário no processo, Manoel Vieira, afirmou na última reunião que o galpão, por ser de meados da década de 1940, não possui valor histórico. "Em toda a minha pesquisa não achei nenhuma citação histórica sobre aquele local. Não existem fotos, matérias, publicações, nem pedido de tombamento antigo. Com uma sobreposição de fotos que fiz, uma antiga e uma nova, consegui observar que até mesmo a estrutura do galpão hoje é diferente da antiga", contou o arquiteto.

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