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Situação da Represa de Juturnaíba, na Região dos Lagos assusta moradores

Thaiany Pieroni

Publicado

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Três dias após a tragédia causada pela barragem da mineradora Vale, em Belo Horizonte, a divulgação do Relatório de Segurança de Barragens de 2017, realizado pela Agência Nacional de Mineração (AMN), deixou os moradores da Região dos Lagos assustados. Isso porque o relatório cita a barragem a de Juturnaíba com um alto Dano Potencial Associado (DPA) - um nível de risco de prejuízos mais elevados, em caso de um eventual acidente.

Segundo Sergio Ricardo, fundador do Movimento Baía Viva, a barragem de Juturnaíba apresenta um grande risco para o estado. "Juturnaíba é como uma bomba-relógio para o Rio. Há vários dejetos químicos no local", disse ele.

Para Ricardo, a falta de fiscalização compromete essa e outras barragens no estado. "É necessário controlar e fiscalizar estas barragens. Há uma fragilização neste sentido, uma vez que o recurso para esta finalidade vem diminuindo a cada ano", explica.

Segundo o levantamento do Inea, no ano passado após a fiscalização, os responsáveis por essas estruturas foram notificados e orientados a adotar medidas corretivas, como reparos em comportas e a remoção de árvores existentes nas barragens.

Em nota, o Inea respondeu que este ano já foi publicada uma resolução que explica cada detalhe da regulamentação da política estadual de segurança de barragem e que dá prazo de um ano para que os empreenderes se regularizarem com as exigências da política vigente.

De acordo com a Concessionária Prolagos, que utiliza a barragem para o abastecimento de água. A barragem de Juturnaíba tem como finalidade o abastecimento público. A concessionária faz o monitoramento das condições da barragem de Juturnaíba 24 horas por dia. Além disso, para atestar a eficiência da operação, a empresa também conta com a análise de consultorias especializadas para realizar estudos técnicos e segundo o último laudo as condições estruturais da barragem estão dentro da normalidade.

No site da empresa, consta que em março de 2015 o valor médio das leituras diárias do nível de água foi de 8,41 metros referente a cota do nível do mar. Em 2018, esse número chegou a 8,54, em fevereiro e em dezembro já havia descido para 8,51

 

 

Sobre a represa - A Lagoa de Juturnaíba, situada entre os municípios de Araruama e Silva Jardim, é considerada por muitos como um santuário ecológico. Suas águas banham a Reserva de Poço das Antas, principal responsável pela sobrevivência e preservação do mico-leão dourado, no que resta de Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Ela responde, também, pelo abastecimento de água de toda a Região dos Lagos.

Mas esse paraíso está ameaçado, de acordo com vários levantamentos ficou comprovado que a lago está afetada por inúmeros fatores de poluição: esgoto sem tratamento, defensivos agrícolas e agentes químicos usados para tornar potável a água da lagoa (tornar a água potável).

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