Mídias Sociais

Cidades

Reunião do Conselho Comunitário de Segurança, em Tamoios, distrito de Cabo Frio reforça problemas antigos da comunidade

Avatar

Publicado

em

 

Na noite desta terça-feira, 12, moradores e autoridades participaram da reunião promovida pelo Conselho Comunitário de Segurança, em Tamoios, distrito de Cabo Frio. O encontro trouxe à tona problemas antigos vivenciados pela comunidade e reforçou a importância do trabalho em parceria.

Estiveram presentes o Coronel André Henrique, comandante do 25º Batalhão da Polícia Militar; O delegado responsável pela delegacia de Cabo Frio, Carlos Henrique; o Major Neiva, representando do 18º Batalhão do Corpo de Bombeiros, o Capitão Jonas representando a Capitania dos Portos, o vereador Fred, as conselheiras tutelares Zenilda e Grazyela, além da presidente do CSS Patrícia Cardinott e da diretora do Ciep, que recebeu o encontro, Cristiane.

Um dos assuntos iniciais foi a guarita para os salva-vidas, que trabalham hoje em Tamoios, em condições precárias. Em Unamar, a obra do espaço que está abandonada há mais de um ano, está praticamente pronta, faltando apenas algumas instalações e a colocação de vidros, o que não foi possível ser feito, segundo a prefeitura, por conta da crise. Comerciantes já se ofereceram para concluir a obra, mas a burocracia inviabiliza a ação. Por isso, foi feito um oficio solicitando ao prefeito que libere o direito da construção, que atualmente pertence ao poder público, para os comerciantes. E aguarda-se uma resposta.

Ainda falando sobre burocracia, mas uma vez a questão das viaturas do DPO de Unamar terem que se deslocar cerca de 40 quilômetros para abastecer foi levantada pelos moradores. Apesar de todos os proprietários de postos de gasolina do distrito terem se colocado à disposição para prestar o serviço, isso ainda não será possível. Segundo o Coronel André Henrique, nos últimos seis meses ocorreu uma grande alteração no sistema, burocratizando ainda mais esse processo, e por isso, não e possível mudar esse cenário. O mesmo se comprometeu em estar atento para que o distrito não fique sem nenhuma viatura, apesar da necessidade da deslocação também para o registro de ocorrência.

Os problemas antigos continuaram em pauta, quando a questão da escuridão, que é convidativa para os mais variados tipos de ilegalidades, entrou em discussão. A representante da Associação comercial – Acia, Daniela Vitoreti, falou que já entrou com um pedido junto a prefeitura para a iluminação da Avenida da Independência, mas não teve respostas. O Conselho comunitário de segurança ficou de reforçar o pedido também para as demais ruas do distrito.

Aproveitando a presença do 18º Batalhão do Corpo de Bombeiros, a necessidade de uma base no distrito também foi reforçada, mas infelizmente, não basta somente a vontade do batalhão. Segundo o Major Nogueira, atualmente, o número de efetivos é baixo o que inviabiliza tal expansão. Além disso, o Estado enfrenta a crise financeira, o que dificulta ainda mais uma mudança nesse cenário. Porém, o Major deixou claro, que em épocas que possuem uma demanda maior, como o Carnaval, haverá uma viatura baseada em frente a UPA, como ocorreu neste ano.

É claro que ao falar de faltas, os moradores falaram sobre os transtornos que causam a falta de uma Delegacia no distrito. É comum que pessoas deixem de fazer o Boletim de ocorrência, por conta da distância que precisam percorrer até o primeiro distrito. Isso acaba dificultando algumas ações. O Delegado Carlos Henrique aproveitou para reforçar o sistema online, que já está disponível para o registro de pequenas ocorrências.

Segundo dados oficiais, distrito registrou aumento de roubos e redução de letalidades violentas – De acordo com os dados apresentados pela Polícia Militar durante a reunião, baseados nas ocorrências registradas, o que como dito anteriormente não condiz com a realidade total, houve um aumento no número de roubos do início do ano até o mês de maio, em compensação o número de letalidades violentas reduziu. No caso de roubos de rua, passou de seis para 10, roubos de veículos o número foi igual, e letalidades violentas caiu de quatro para uma.

Neste período foram apreendidas 21 armas, 430 munições, 3,54kg de maconha, 3,46kg de cocaína e sete rádio transmissores. Sessenta e sete pessoas foram presas, além de 15 menores apreendidos.

Mais lidas da semana