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Rede pública de Saúde de Rio das Ostras volta a ter exames de alta complexidade

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Apesar de todas as dificuldades que vêm enfrentando, heranças da gestão anterior, a Prefeitura de Rio das Ostras segue concentrando esforços para tentar recuperar a Saúde do município.

Nesta quarta-feira, 11, a prefeitura anunciou que reiniciou os exames de alta complexidade, como tomografias computadorizadas e mamografias, que estavam parados, respectivamente, há 4 e 3 meses.

“Já estão garantidos quase 140 exames de tomografia computadorizada, incluindo para os pacientes de emergência, serviço que estava parado há pelo menos 4 meses. Também foram retomados os exames de mamografia, com livre demanda para mulheres de 50 a 69 anos, os quais não estavam sendo realizados desde outubro de 2016”, contou a prefeitura.

Além desses, a prefeitura também revelou já ter garantido a realização de 240 exames de densitometria óssea, que não eram feitos há pelo menos 5 meses, explicando que os pacientes estão sendo encaminhados para uma clínica conveniada do Sistema Único de Saúde (SUS), do Governo Federal, que fica na cidade vizinha de São Pedro da Aldeia.
“A prefeitura também se empenha para fazer os reparos necessários nos aparelhos de tomografia e mamografia da rede municipal, para que os exames possam ser feitos também nas unidades de Rio das Ostras”, acrescentou o governo municipal.

 

Dificuldades – Enquanto a prefeitura tenta diminuir os efeitos da crise financeira para manter os atendimentos na Saúde do município, os problemas herdados pela gestão anterior, continuam aparecendo dia após dia.

Nesta quarta-feira, 11, os funcionários da empresa Mississipi voltaram a paralisar os serviços de limpeza no Hospital Municipal de Rio das Ostras, o que obrigou a unidade a fechar a maternidade, o CTI e o Centro Cirúrgico por algumas horas.

Segundo informou a prefeitura, que tenta negociar com a empresa, a terceirizada não estaria recebendo os repasses previstos em contrato firmado na gestão anterior desde julho de 2016, e, por isso, não teria pagou as férias e os 13º salários de seus empregados, motivo das paralisações e ameaças de greve.

Na última sexta-feira, 6, gestores da Secretaria de Saúde da cidade estiveram reunidos com os trabalhadores, que acataram os pedidos da pasta e decidiram voltaram ao trabalho, mas continuam ameaçando entrar em greve caso a situação não seja resolvida até o fim desta semana.
De acordo com a prefeitura, a dívida do contrato com a Mississipi chega a 4,5 milhões de reais, elevando ainda mais o prejuízo, já que uma auditoria realizada pela nova gestão encontrou medicamentos vencidos e equipamentos quebrados nas unidades de Saúde do município.

“E a situação é ainda pior porque o contrato com a empresa sequer foi empenhado pelo governo anterior, o que significa que não houve registro da garantia do pagamento, como previsto pela legislação”, denunciou a prefeitura.

Tunan Teixeira

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