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Professora de Macaé cria Clube de Debate para alunos da cidade aprenderem interpretar textos e desenvolverem aprendizados

Daniela Bairros

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Daniela Bairros

É só conversar com uma professora, seja do ensino fundamental ou médio para constatar que as crianças e adolescentes brasileiros têm dificuldade em entender um texto e interpretar questões. Enfrentam dificuldades também para resolver problemas matemáticos e não são capazes de avaliar e criticar textos. Com isso, tornam-se cidadãos sem capacidade de exercer o exercício pleno de cidadania, tornam-se passivos e vulneráveis a tudo a que são expostos.

Diante disso, a professora Larissa Fernandes, de 43 anos, moradora de Macaé, criou o projeto Clube de Debate de Macaé. A iniciativa, segundo a professora, surgiu quando um grupo de mães de Macaé se reuniu em março deste ano, no início da pandemia do novo coronavírus, e foi criado o Clube de Debate. No projeto, adolescentes entre 11 e 17 anos, aprendem a arte de pensar bem. “Pensar de forma ordenada e lógica, aprendem a refletir sobre o que ouvem, avaliar e desenvolver bons argumentos, com objetivo de apoiar ou contrariar o que foi ouvido. Assim, desenvolvem um pensar crítico e consistente. Além de fornecer incríveis ferramentas para construir bons argumentos, o clube promove uma surpreendente oratória, já que precisam expor suas ideias e defender o que pensam”, explicou a professora Larissa.

As atividades  do Clube de Debate são realizadas quinzenalmente. “As atividades são gratuitas e, eu como tutora, acredito ser uma ideia inovadora e de grande importância para a formação dos nossos adolescentes. Esta iniciativa é  microscópica frente ao desafio educacional colossal de nosso país. Porém, mães decidiram mover-se, para desafiar as mentes de seus filhos, para que estes façam o mesmo com seus filhos e assim deixarmos um legado de um pensar crítico e aprumado de cidadãos que farão uma grande diferença na sociedade em que vivem”, enfatizou.

Segundo o PISA ( Programa Internacional de Avaliação do Estudante), programa que avaliou 600 mil adolescentes de 15 anos nas áreas de leitura, matemática e ciências, o Brasil ficou em 70º em matemática, 57º em leitura e 65º em ciências. Sabendo que são 79 países participantes, os números se tornam vergonhosos. Na média, os estudantes do Brasil tiveram pontuação similar às de países como Brunei, Catar e Albânia.

Crédito: Divulgação

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