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Prefeitura de Macaé orienta moradores sobre o aparecimento de gambás silvestres

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Acostumadas aquele bichinho preto felpudo com uma listra branca nas costas e na calda e que cheira mal, como nos desenhos animados dos Looney Tunes, muitas pessoas podem não saber que aquele gambá, utilizado como mascote pelo Corinthians, de São Paulo, não existe no Brasil.

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Gambás preto-e-brancos, como o usado como mascote pelo Corinthians ou os do desenho animado dos Looney Tunes, são naturais dos Estados Unidos, e não existem no Brasil.

Bem diferente dele, o gambá brasileiro não fede, e quase não pelos, sendo por isso, muitas vezes comparado a ratos enormes quando passam pelas ruas de algumas localidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense.

Para evitar que o importante animal silvestre sofra com perseguições injustas, a Secretaria de Ambiente de Macaé divulgou nesta quinta-feira, 13, algumas informações sobre a aparição destes animais na área urbana da cidade.

Segundo a secretaria, que tem recebido muitas notificações de aparecimento do animal, o comportamento dos gambás é normal, já que em período propício à reprodução, eles saem de seu habitat para “dar um rolê” na área urbana.

“Mas o ideal é que o órgão seja chamado apenas em caso de risco de segurança ao animal ou às pessoas. Esse aparecimento no meio urbano é natural e não é necessário chamar a secretaria para retirar os animais das árvores, por exemplo”, informa a secretaria, pedindo que a prática de capturar os animaizinhos e levá-los para a secretaria seja evitada, já que não há casos de ataques dos animais à população na cidade.são levados depois de capturados pela população desavisada. Mas tal prática deve ser evitada.
“Esse período quente de primavera é o tempo onde eles ficam mais afoitos, saem com filhotes, se reproduzem. Isso é normal. O ideal é que a secretaria seja chamada para atuar em caso de segurança do animal e das pessoas. Fora isso, é preciso deixar os gambás seguirem seu curso. Eles são extremamente adaptáveis ao meio urbano, comem roedores. Se tiver algum lixo próximo, eles podem ser atraídos. Se tiver algum hortifruti, por exemplo, eles vão tentar entrar. Mas são animais locais, silvestres, que não fazem mal nenhum”, esclarece o Secretário Gerson Martins.
A Secretaria de Ambiente explica que os gambás devem ser preservados e é preciso saber agir quando eles aparecerem nas casas. Assim como outros animais da fauna nativa, silvestre ou em rota migratória, o gambá é protegido pela Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), que no Artigo 29, proíbe matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar de qualquer outra forma esses animais sem licença ou autorização da autoridade competente no município.
“Ao encontrar um gambá, a primeira coisa a fazer é dei deixá-lo passar. Não se pode mexer com ele ou com o ninho. Ele seguirá seu curso. Não há relatos de ataques do animal nas cidades”, avisa a secretaria.
Apenas em casos que envolvam risco à saúde do animal ou de pessoas, a Secretaria de Ambiente possui equipes que podem realizar a captura dos gambás, que podem ser acionadas pelos telefones (22) 2762-4802, (22) 2796-1280 e (22) 2796-1280.

Tunan Teixeira

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