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Plano de Mobilidade Urbana de Cabo Frio deve ser entregue à Câmara nesta quarta-feira, 17

Thaiany Pieroni

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A Cidade de Cabo Frio conseguiu concluir a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, dentro do prazo estipulado pelo Ministério das Cidades. O documento foi entregue ao Prefeito, Dr. Adriano e agora passa pela Procuradoria Geral do Município e Secretaria de Desenvolvimento para que seja enviado à Câmara de Vereadores nesta quarta-feira, 17.

Após aprovação, será disponibilizado à população em versão digital, através do portal da prefeitura. Com a publicação do Plano de Mobilidade Urbana, a cidade estará apta a requerer recursos federais para a implantação de projetos inseridos no documento.

“Nosso município atualmente possui condições precárias para o uso da bicicleta, com 26 km de faixas mal sinalizadas, sem segurança, infraestrutura e conexão. Com o plano, o transporte cicloviário é prioridade e são previstos investimentos para o setor, fazendo com que as rotas cicloviárias liguem todos os bairros”, concluiu o prefeito Adriano Moreno.

A elaboração do Plano contou com a participação popular e foi aprovado por instituições da sociedade civil. O documento começou a ser elaborado em 2017 e, em 2019, passou a contar com a cooperação técnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Considerando a imprescindível participação social para a construção de uma cidade mais humana, equitativa, acessível e segura a todos, a equipe técnica previu a participação da sociedade no processo de elaboração do Plano de Mobilidade Urbana. Foram realizados encontros com a população a fim de entender as necessidades e compreender a realidade de cada bairro”, conta o secretário. Ele acrescenta que a elaboração do PlanMob não teve custos para os cofres municipais, já que contou com a mão de obra da própria Prefeitura e ajuda de jovens universitários.

Ao longo do desenvolvimento do plano, as necessidades foram compiladas e transformaram-se em subsídio para o planejamento da mobilidade do município. Para elaborar o documento, foram realizadas pesquisas qualitativas e de origem e destino, com a finalidade de entender as viagens realizadas pelos usuários. Foram realizadas também pesquisas de contagem volumétrica, para compreender os quantitativos de veículos - motorizados ou não - que passam pelas respectivas vias.

“As pesquisas proporcionaram informações muito importantes para o município. Por exemplo, em seis horas, 2100 pessoas atravessam as pontes Márcio Corrêa e Feliciano Sodré utilizando a bicicleta. No mesmo intervalo de tempo, passam aproximadamente 12 mil veículos na avenida Júlia Kubitschek”, comenta o secretário.

O Plano considera as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana Sustentável de priorização dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados, ou seja, os pedestres e ciclistas têm preferência no planejamento urbano.

“Se a cidade for planejada para carros, o resultado será mais carros nas vias, causando congestionamentos e desordem no trânsito. Ao planejar a cidade para pessoas, mais pessoas poderão usufruir democraticamente do espaço público”, afirma Loback

 

Sobre o plano - Segundo a Lei nº 12.587/2012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana, os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar os seus respectivos planos, que têm como objetivo a melhoria na circulação, na mobilidade e nos espaços da cidade.

Cabo Frio integra o grupo de municípios que cumpriram o calendário estabelecido pelo Ministério das Cidades. Lembrando que apenas 10% dos municípios fazem parte desse grupo.

“Conseguimos elaborar o plano dentro do prazo estipulado pelo Ministério das Cidades, meta alcançada por apenas 10% dos municípios de todo o Brasil. Essa conquista veio com muito esforço e dedicação da equipe, que trabalhou sem orçamento para compra de equipamentos e a praticamente custo zero, uma vez que fazem parte do corpo técnico da própria prefeitura”, destaca o secretário da pasta, Everaldo Loback.

O Plano de Mobilidade Urbana aborda os seguintes aspectos: Acessibilidade, Planejamento Cicloviário, Transporte Público Coletivo, Transporte Motorizado Individual, Mobilidade e Turismo, Infraestrutura e Planejamento Urbano, Educação para o Trânsito e Transporte de Cargas, com diretrizes e propostas bem definidas e divididas em curto, médio e longo prazos.

 

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