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Período das chuvas de verão traz de volta preocupação com doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

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Com a entrada do novo ano, é chegado também o período das chuvas de verão, que tanto preocupam cidades de todo o país. Além dos alagamentos que provocam graças ao grande volume de água, as chuvas também trazem o fantasma da proliferação das larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor de uma série de doenças, dentre as quais, as mais preocupantes do Brasil são a dengue, a zika e a chikungunya.

E nas cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, a preocupação não é diferente. Nesta terça-feira, 10, a Prefeitura de Macaé está relançando oficialmente a campanha Macaé contra o Aedes, promovida pela Secretaria de Saúde, mas que terá a participação de todos os órgãos da administração municipal.

As precauções são basicamente as mesmas dos anos anteriores, e a participação da população pode ser o fator fundamental para que a cidade se veja livre das doenças que tanto assustam a população.

Cuidados com garrafas, pneus, vasilhas, vasos de plante e outros recipientes como copos descartáveis, tampinhas de garrafa e até latinhas vazias, estão entre os principais focos de criadouro das larvas do mosquito. Por isso, é importante estar atento a todos os cantos das casas e apartamentos, principalmente em áreas abertas que recebem chuva diretamente, para manter limpos esses ambientes, livrando-os dos criadouros potenciais.

Mas além dos cuidados para evitar a proliferação dos mosquitos, é importante ainda saber diferenciar cada uma das doenças, já que elas possuem sintomas bastante semelhantes, e tratamentos diversos.

 

Dengue – Mais conhecida das 3, a dengue, que já foi alçada à vilã número 1 do Ministério da Saúde, ainda é uma das doenças mais transmitidas pelo Aedes aegypti no Brasil e na região.

A doença é transmitida pela picada do Aedes e manifesta alguns sintomas muito similares aos da zika. No início aparecem febre e dores musculares. No entanto, no caso da dengue, a febre é muito alta e as dores nas articulações muito fortes, quase insuportáveis em alguns casos.

Entre seus sintomas se encontram náuseas e vômitos, dores muito fortes de cabeça e dores atrás dos globos oculares. Atualmente se pesquisa uma vacina de uma doença que milhões de pessoas sofrem em todo o mundo e que, em muitos casos pode ser fatal, como a dengue hemorrágica.

 

Zika – Parecida com a dengue, a zika pode ou não se desenvolver após a picada do mosquito fêmea, que é o verdadeiro transmissor. Os sintomas são febre, erupções avermelhadas em todo o corpo, conjuntivite (algo que não acontece nas outras doenças), mal estar geral, e artrite nas mãos e pés.

Também podem acontecer, em alguns casos, diarréia e dor nos olhos. Os sintomas desaparecem entre 5 e 7 dias e não deixa de ser uma doença leve em adultos, quando não se trata de uma gestante. Neste caso, os efeitos podem recair no feto.

Mas ainda se estuda muito a relação entre o aumento de bebês com microcefalia nas áreas afetadas pela zika. O vírus, cuja origem é a cidade de Uganda, na África, cruzou o continente americano e já se converteu num pesadelo, sobretudo em países como o Brasil e Colômbia, onde a zika já pode ser considerada uma epidemia.

 

Chikungunya – Já na chikungunya, as dores são consideradas insuportáveis. Como curiosidade, o nome da doença, que também viria da África, significaria “dobrar-se de dor”.

Os primeiros sintomas chegam entre 3 e 7 dias depois da picada, e além dessas terríveis dores nas articulações, também acontecem náuseas, febre alta e erupções cutâneas em forma de brotoejas de cor púrpura que coçam muito.

A diferença das outras três doenças é que os gânglios linfáticos se inflamam e pode sangrar o nariz. O mal desse vírus é que seus efeitos duram meses, inclusive, podem se converter em dores crônicas nas articulações.

Este vírus também se encontra já em alguns países sul americanos. No momento, não existe vacina para nenhuma das 3 doenças, e por isso, os cuidados para evitar deixar objetos que sirvam de recipientes para a água parada, onde as fêmeas depositam seus ovos, são tão importantes.

 

Secretaria Estadual de Saúde – Em seu site, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro lembra que, apesar da grande preocupação com a zika, a chikungunya também deve ser uma preocupação para gestantes, já que se ocorrida no final da gravidez, pode causar danos sérios à saúde e até a morte do bebê.

“Neste verão de 2017, a preocupação é ainda maior porque a população fluminense ainda não esteve exposta de forma intensa ao vírus e, por isso, ainda não tem imunidade contra ele”, explica a secretaria.

Ainda segundo a secretaria, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o combate ao vetor, pois o ciclo do mosquito, da fase larvar até a fase adulta, dura entre 7 a 10 dias.

“Com vistorias semanais, é possível evitar que ele se reproduza. É importante a participação e mobilização de todos neste momento que antecede o período de maior transmissão dessas doenças, que vai de janeiro a maio”, ressalta a pasta, reforçando ainda que, em caso de surgirem os sintomas, a população deve evitar o uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros antiinflamatórios, “uma vez que podem aumentar o risco de complicações hemorrágicas”, e devem procurar as unidades de saúde mais próximas de suas residências.

Tunan Teixeira

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