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Na década de 70, Petrobras chega a Macaé, que se transforma na Capital Nacional do Petróleo

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Operações da estatal começaram, no município, em 1977. Chegada da empresa contribuiu com o aumento populacional da cidade.

 

Daniela Bairros

A Petrobras chega a Macaé na década de 70. O município então se transformou na Capital Nacional do Petróleo, título que carrega até nos dias de hoje.

Considerada um marco histórico para Macaé, a chegada da Petrobras ao município proporcionou um grande salto da cidade, um salto de crescimento.

O ano da chegada foi 1977. Período em que a estatal iniciou suas instalações na cidade, em uma área de quase 200 mil metros quadrados, na Praia de Imbetiba. Mesmo num período distante das atuais tecnologias que ajudam na preservação do Meio Ambiente, a estatal já se preocupava com isso, mesmo numa época que a preservação ambiental não era um assunto trazido à tona como nos dias de hoje.

Atualmente, Macaé possui cerca de 200 mil habitantes, segundo levantamento do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010.

Já no início das operações da Petrobras na cidade, mais de quatro mil indústrias se instalaram no município, por isso, o aumento da população. Macaé não parou mais de crescer. Surgiram hotéis, restaurantes e inúmeros empreendimentos, o que ajudou na criação e fomentação do “turismo de negócios”.

No final de 1976, foi iniciada a exploração da Bacia de Campos, com o poço 1-RJS-9-A, que deu origem ao Campo de Garoupa, situado em lâmina d’água de 100 metros. A produção comercial foi iniciada em agosto de 1977, por meio do poço 3-EM-1-RJS, com vazão de 10 mil barris/dia, no campo de Enchova.

Em abril de 1978, a expectativa era que 70% do petróleo campista seria produzido em Macaé, quando a estatal apresentava um esquema de produção que compreendia 69 poços, dos quais 49 eram localizados em Macaé. A Petrobras ainda anunciava a construção de dois oleodutos e dois gasodutos até Barra do Furado. A produção do sistema era prevista para 1982, quando a Bacia de Campos estaria produzindo entre 220 a 250 mil barris diários.

Em setembro de 1978, o Grupo Executivo de Desenvolvimento da Bacia de Campos, órgão da estatal, se mostrou preocupado com o sistema de escoamento de petróleo e gás natural para o litoral fluminense. Para resolver o problema, seriam construídas partes de armazenamento e de bombeio em módulos, e a primeira etapa teria uma capacidade para operar com 200 mil barris ao dia.

Em outubro do mesmo ano, a Petrobras anunciava um investimento de 11 milhões de cruzeiros em obras que incluíam, entre outros, o Terminal de Apoio à Bacia de Campos em Macaé, que tinha verba prevista de R$ 300 milhões de cruzeiros e previsão de conclusão das obras para janeiro do ano seguinte. À mesma época, a estatal anunciou um dos primeiros avisos de contratação de funcionários para Macaé, quando solicitava inscrição para o cargo de Instalador Mantenedor de Telefonia, para atuar, entre outros, na Construção do Terminal de Macaé (COTEMA).

Em dezembro de  1978, era divulgado o sistema definitivo de produção da estatal. Em maio de 1979, o então presidente da empresa, Shigeaki Ueki, deu explicações sobre a obra que estava sendo realizada em Imbetiba. Mas apenas em agosto teve fim a construção do Terminal Marítimo da Petrobras, que constituíam em sua instalação três píers, que recebiam em média 10 embarcações para atender a operação estratégica do litoral Macaé-Campos na prospecção do petróleo.

Também estava sendo construído no local o Distrito de Produção do Sudeste, que foi transferido de Vitória para Macaé. O município,  que vivia da pesca e da agricultura,  é hoje responsável pela produção de 85% de petróleo e 47% do gás natural do país.

 

Crédito: Divulgação

 

 

 

 

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