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Caderno D

Macaé contada pela história de seus bairros

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Influenciados pela cultura, pelos costumes ou como uma forma de homenagem a alguém que foi importante na história de uma cidade, os nomes dos bairros revelam curiosidades e contextos importantíssimos para que a história de uma região, continue viva através do passar do tempo.

E por falar em tempo, ele vai passando, nós mudamos de residência várias vezes ao longo da vida ou não, apenas vivemos em um bairro e o que é muito comum constatar, é a presença de moradores que nunca souberam detalhes sobre a criação do próprio bairro, e em primeiro lugar, a origem de seus nomes.

Em Macaé, podemos perceber que a presença da rica história local, está imortalizada nos nomes de vários bairros. A cidade, que também tem importância no setor de agricultura, sempre foi exuberante nesse sentido, com vegetação farta, o bairro Cajueiros, é um bom exemplo dessa ligação profunda com o ambiente, já que o nome foi dado justamente por ser um local com inúmeros pés de cajú, tantos que pela quantidade impressionante, não haveria nome que representasse melhor este bairro.

O bairro Aroeira também tem ligação direta com a natureza local, além de um marco na história de Macaé, já que nesta localidade, começaram os primeiros sinais de civilização jesuíta. Passando pela antiga linha férrea, onde atualmente fica o CIEP do bairro, uma grande árvore de aroeira existia nesse exato local. Ela chamava muito a atenção e por isso se tornou um símbolo dessa localidade, mas passou a ser chamado oficialmente de bairro da Aroeira, só na década de 60.

O Centro de Macaé é recheado de história. Suas praças, seus prédios históricos e que mantém suas características originais, dão um pouco a noção de como era a vida na cidade. As principais ruas também tem seus nomes ligados aos acontecimentos reais vividos no município e através de pessoas que contribuíram para o seu desenvolvimento, ficaram marcadas para sempre nos nomes de ruas que cotidianamente nós frequentamos, e que às vezes nem nos damos conta de como tudo aconteceu, de como tudo começou. A atual Rua Rui Barbosa, por exemplo, era chamada de Rua Direita. A Rua Teixeira de Gouveia era conhecida como Rua Formosa; e a Rua Imperatriz é a conhecida Rua Conde de Araruama, onde fica o Museu de Macaé Solar dos Mellos.

Todas essas mudanças aconteceram por um motivo: que a época imperial não fosse mais lembrada, já que na ocasião, foi estabelecida a República.

A praça Washington Luis, onde fica a academia popular, também já foi alvo de muitas mudanças, mas mesmo depois de ter sido chamada por vários nomes, o último presidente da República Velha, que nasceu em Macaé bem pertinho dessa praça, foi o escolhido para homenagear o local.

Conhecida por abrigar um dos pólos de trabalho de extração de petróleo da Petrobrás, o bairro Imbetiba já foi o local escolhido pela Viscondessa de Araújo, pois havia uma casa de banho super famosa onde banhos terapêuticos eram feitos. A raiz do nome vem do Tupi e quer dizer praia alta ou lugar de muito cipó.

Muitos outros bairros tem suas ligações com o passado de Macaé, que é contado pela sua gente diariamente, através do empenho em melhorar a cidade com muito trabalho e determinação. Andar pelas ruas, conhecer mais de perto a história de cada cantinho da cidade, é uma ótima oportunidade para reforçar os laços onde moramos. É se interessando pelos contextos dos locais onde vivemos, onde passeamos e desfrutamos, que trabalhamos o nosso sentimento de pertencimento e identidade, tão relevantes para a nossa vida.

 

Mariana Abrantes

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