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Inea demoliu 21 construções irregulares em Arraial do Cabo

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Quatro pessoas foram presas e 12 famílias notificadas por invasão de terras em Figueira e Monte Alto

 

 

 

 

Vinte e uma construções irregulares - recém finalizadas - foram derrubadas dentro da reserva do Parque Estadual da Costa do Sol, nas localidades de Figueira e Monte Alto, em Arraial do Cabo, na tarde de quinta-feira (24). Na operação, quatro pessoas foram presas por crime ambiental. Segundo a direção do Parque Estadual da Costa do Sol (PECS) aquela é a área em que foi registrado o maior número de queimadas nos últimos dias. Além das construções demolidas, outras 12 foram notificadas. Os proprietários têm 72 horas para demolirem as construções, sob pena do serviço ser feito por ordem judicial e gerar ainda mais prejuízo para os invasores.

Durante a operação, foram retiradas cercas de 40 lotes, dez poços artesianos foram destruídos e um caminhão-pipa foi apreendido. Um homem foi preso por furto de energia e um corretor de imóveis foi detido por vender lotes em área de preservação. A fiscalização também apreendeu facões, machados e duas moto-bomba. A operação contou com o apoio de uma retro escavadeira, um caminhão caçamba e dois drones.

A operação em Arraial do Cabo foi liderada pelo PECS - que é uma unidade ligada ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) - com apoio do 25º BPM (Cabo Frio) e agentes da coordenadoria de crimes ambientes, além de guarda-parques e fiscais do INEA de Araruama e do Rio. O novo chefe do parque, Marcelo Morel, afirmou que os invasores e incendiários não terão trégua e que a operação continua até domingo. A área dos distritos de Monte Alto e Figueira foi a que mais registrou focos de queimadas na região nos últimos dias.

"Todos os invasores eram moradores do local, com segunda residência. Eles foram advertidos de que o esquema de invasão acabou, que a tolerância agora será zero e sem trégua. Com o poder de polícia ambiental, o chefe do parque e os guarda-parques podem fazer demolições administrativas em áreas de preservação no PECS e nas APAs vinculadas. Estamos exercendo nosso poder de polícia ambiental - explicou Morel.

Tânia Garabini


 

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