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Iguaba Grande continua enfrentando protestos contra o cancelamento da eleição suplementar

Thaiany Pieroni

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O clima de insatisfação não diminuiu após mais de dez dias que a Prefeita Grasiella Magalhães reassumiu o Executivo de Iguaba Grande. Nesta terça-feira, 16, a cidade vivenciou o quarto protesto contra o retorno da Prefeita e a suspensão da eleição suplementar, que estava marcada para acontecer no dia 28 de outubro.

Os manifestantes ocuparam a Casa Legislativa com faixas, cartazes, apitos e muita gritaria. Com isso, a sessão foi novamente suspensa e a votação das contas de Grasiella não entraram em votação.

 

Sobre o caso - No último dia 05 de outubro, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu o agravo regimental que afastava Grasiella do cargo de prefeita. Com isso, a prefeita que estava afastada, reassumiu o Executivo e a eleição suplementar marcada para acontecer no próximo dia 28 de outubro foi suspensa.

Ana Grasiella Magalhães (PP) foi afastada do cargo após o STF ter cassado, no dia 30 de maio, uma liminar que a mantinha como prefeita do município.

Apesar de ter sido a candidato mais votada em outubro de 2016, Grasiella precisou entrar com um recurso para assumir o cargo porque o juiz eleitoral de Iguaba Grande negou o registro de sua candidatura. O magistrado entendeu que sua eleição constituiria efetivamente um terceiro mandato do mesmo grupo familiar, o que é ilegal. O sogro da candidata foi eleito, em 2008, para um mandato de quatro anos, mas renunciou seis meses antes das eleições de 2012 para permitir que a nora se candidatasse naquele pleito.

 


 

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