Frente parlamentar aponta evolução das negociações sobre tarifa do gás, considerada peça-chave para viabilizar projeto estimado em R$ 5 bilhões
A disputa para trazer a Macaé uma das maiores fábricas de fertilizantes do país passa neste momento por um tema menos visível que as obras e os investimentos bilionários: o preço do gás natural. Foi esse o principal destaque apresentado pelo vereador Luciano Diniz (Solidariedade) na sessão da Câmara desta terça-feira (2). O vereador afirmou que as articulações em torno da instalação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN) avançaram nas últimas semanas e destacou a questão tarifária do gás natural como um dos principais desafios para tirar o projeto do papel.
Segundo o parlamentar, a Frente Parlamentar de Acompanhamento da Fábrica de Fertilizantes participou, na semana passada, de uma reunião virtual com o conselheiro da Agenersa, Vladimir Paschoal, representantes do Ministério de Minas e Energia, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Silvinho Lopes e a chefe de gabinete e coordenadora especial de Empreendedorismo no município, Mariana Previtali.
O encontro teve como foco a política de tarifação do gás natural no Estado do Rio de Janeiro. O tema é considerado estratégico para a atração de novos empreendimentos industriais, especialmente os ligados à produção de fertilizantes, atividade que depende diretamente do insumo para manter competitividade.
Luciano explicou que o Brasil busca ampliar sua produção nacional e reduzir a dependência de fertilizantes importados, hoje concentrados em mercados externos como o da Rússia. Na avaliação do vereador, Macaé reúne condições diferenciadas para disputar investimentos do setor por estar próxima das áreas produtoras de gás natural e já contar com infraestrutura energética consolidada.
Durante a reunião, foi apontada a necessidade de aprofundar o debate regulatório sobre as tarifas praticadas no estado. De acordo com o vereador, uma provocação formal à Agenersa foi considerada necessária para ampliar a discussão sobre os custos do gás e seus impactos na viabilidade econômica do empreendimento. A medida já foi encaminhada pela administração do prefeito Welberth Rezende.
A pauta se soma a uma série de iniciativas conduzidas pelo município desde 2024 para viabilizar a instalação da FAFEN. O projeto prevê investimento estimado em R$ 5 bilhões e capacidade de produção de aproximadamente 1,8 milhão de toneladas anuais de ureia, amônia e metanol.
Além da fábrica, a proposta busca consolidar Macaé como um polo gás-químico, agregando valor à produção de gás natural da Bacia de Campos e ampliando a diversificação econômica do município, historicamente ligado à indústria do petróleo.
Ao abordar o tema na tribuna, Luciano Diniz afirmou que a cidade vive um momento decisivo na construção de uma nova etapa de seu desenvolvimento energético e industrial, com potencial para atrair novos investimentos e ampliar a geração de empregos nos próximos anos. Além de Luciano Diniz também compõe a Frente Parlamenta; o presidente da Câmara Municipal Alan Mansur (PSB) e os também vereadores; Ricardo Salgado (MDB), Dra Mayara Rezende (Republicanos) e Leandra Lopes (PT).