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Historiadora macaense inicia intercâmbio cultural em Campos

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A historiadora do Solar dos Mellos, Conceição Franco, esteve em ampos nesta quarta-feira (15). A ação foi o pontapé inicial para o intercâmbio cultural com Macaé, por meio de acordo assinado na semana passada. Conceição se prepara para defender a tese de doutorado em História, intitulada “De campo santo a necrópole secularizada: a secularização da morte em Campos dos Goytacazes, de 1855 a 1934".

Durante o encontro, presidente da Câmara de Vereadores de Campos, Edson Batista concedeu à historiadora acesso aos arquivos da Câmara para que ela realize pesquisas para seu estudo de doutorado. Ele se comprometeu ainda a organizar um grupo de trabalho para viabilizar o registro das personalidades sepultadas no maior cemitério campista. A historiadora representará a Prefeitura de Macaé na equipe de pesquisa da Câmara de Campos para o estudo do Cemitério do Caju.

"Em todos os capítulos dos meus estudos anteriores eu me deparava com Campos. Então, já era mais do que o momento de ir a essa cidade e desenvolver essa pesquisa. O tema me arrebatou. O Cemitério do Caju está muito bem cuidado e reflete exatamente o tamanho de Campos na história. Meu projeto está aqui, tem acesso público para que as pessoas conheçam essa história”, afirmou a historiadora.

Conceição Franco é especialista em história da morte. Seu mestrado também tratou desse tema, mas em cemitérios macaenses. O objetivo em estudar Campos é devido à grande proximidade histórica entre ambas as cidades.

O acordo entre as duas cidades

O convênio, que possibilitará para as duas cidades estreitamento cultural e troca de acervos artísticos e educacionais, foi assinado pelo presidente da Câmara de Vereadores de Campos, Edson Batista, pela presidente da Fundação Macaé de Cultura (FMC), Tânia Jardim, e pelo vice-presidente de Acervo e Patrimônio Histórico, Ricardo Meirelles, na quinta-feira passada (9).

A partir de agora, documentos históricos, fotografias, material audiovisual e outros patrimônios para pesquisa entre as duas cidades estarão abertos de forma oficial para um intercâmbio mais eficaz, beneficiando os pesquisadores de ambos os municípios. O primeiro passo para essa troca de experiências deu-se com documentário campista, baseado no livro “Roteiro dos 7 Capitães”, encontrado como fonte de pesquisas no Solar dos Mellos.

"Essa união cultural é muito importante por possibilitar a aproximação regional. Antes da criação da vila de Macaé (1813), mais de 70% do território macaense pertencia a Campos, numa referência à História da Província fluminense. Três capítulos de minha monografia retratam aquela cidade, por meio de estudos e análises no Cemitério Público de Campos", destacou Conceição.

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