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Greve dos profissionais da educação começa a preocupar pais e responsáveis de alunos da rede municipal de Cabo Frio

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A categoria decidiu pela permanência da greve e pais temem que o cenário do ano passado se repita

Thaiany Pieroni

 

Os profissionais da educação de Cabo Frio decidiram pela manutenção da greve, deixando pais e responsáveis por alunos da rede municipal temorosos com a possibilidade de que a experiência negativa vivenciada no último ano se repita.

A categoria completa nesta sexta-feira, 22, onze dias em greve, com isso, diversas unidades de ensino não estão funcionando ou estão tendo aula parcialmente. O cenário é similar ao ocorrido no ano passado, quando a greve da educação começou em junho e durou por sete meses, deixando alunos extremamente prejudicados.

Mesmo sabendo da greve, Milene Carneiro tem ido todos os dias a escola do seu filho na esperança que tenha aula. Isso porque ela sabe das dificuldades que hoje enfrenta, devido ao atraso que sofreu ano passado.

“Posso dizer que meu filho não aprendeu nada ano passado. Foram meses com ele em casa, apesar da gente tentar ensinar, em casa não é a mesma coisa. No início do ano coloquei ele na explicadora, e ele sofreu muito para acompanhar os outros alunos”, contou Milene, que teme que essa nova paralisação seja um retrocesso ainda maior no aprendizado do pequeno Pedro, de sete anos.

Essa não é uma preocupação só da Milene, a maior parte dos responsáveis pelos alunos está apreensivo. “A verdade é que o ensino da rede público já não é dos melhores. E com tanta greve assim fica ainda pior. Quem sofre no meio dessa briga são os alunos, que tem seus aprendizado cada vez mais defasado”, lamentou Amanda.

Sobre as Greves – Os profissionais da educação completam nesta sexta-feira, 22, onze dias de greve. A noite uma nova assembleia será realizada para definir se a paralisação continua ou encerra.

A categoria afirma que luta pelo pagamento do salário de agosto a todos os servidores, tendo em vista que uma parte dos trabalhadores ainda não recebeu, mesmo a lei determinado o pagamento do salário no quinto dia útil do mês, ou seja, 08 de setembro. Os trabalhadores também cobram o pagamento da parcela do acordo referente aos salários atrasados deixados pela administração anterior e a derrubada do decreto assinado pelo Prefeito Marcos Mendes, que corta benefícios como horas extras e adicional noturno, dos servidores.

Em contrapartida o SindSaúde decidiu, em assembleia, pela suspensão da greve, permanecendo apenas o "estado de greve" até o 5º dia útil do mês, caso não haja o pagamento.

 

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