Mídias Sociais

Cidades

Garça suja de óleo é encontrada em Cabo Frio

Thaiany Pieroni

Publicado

em

 

Uma garça foi encontrada no Clube Costa Azul, em Cabo Frio, com o corpo sujo de óleo. O material que atingiu a ave, é oriundo do vazamento do Campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, e vem afetando algumas praias da Região dos Lagos, desde a última semana.

De acordo com a Prefeitura de Cabo Frio, a ave foi resgatada pela empresa CTA meio Ambiente, terceirizada da Petrobras, para o resgate e recuperação da fauna marinha impactada pela ação da exploração petrolífera na Bacia de Campos, da qual Cabo Frio faz parte. A garça será limpa e, de acordo com as condições de saúde, levada para a sede da CTA em Araruama até que, após sua total recuperação, possa ser devolvida à natureza.

Nesta quarta-feira, 10, novas pelotas de óleo também foram encontradas na localidade conhecida como “Bolsão da Juju”, na Praia do Forte.

Agentes da Comsercaf e da coordenadoria do Meio Ambiente realizaram a limpeza do local, que durou cerca de duas horas. Em seguida, foi iniciada uma varredura em toda a extensão da Praia do Forte para a limpeza de eventuais novos focos de resíduos.

Segundo o coordenador de Meio Ambiente, Mario Flavio Moreira, as “pelotas” vieram com a maré e ainda são provenientes do vazamento, situação que pode ocorrer ainda nos próximos dias.

“Esses aparecimentos pontuais de pelotas nas praias do município devem continuar por algum tempo, até que todo o óleo que vazou tenha se dispersado.  Infelizmente, a ação da maré acaba trazendo esses resíduos para as praias, mas estamos atentos, juntamente com a Comsercaf e a Guarda Marítima e Ambiental, monitorando todo o litoral de Cabo Frio, para evitar maiores danos ao Meio Ambiente”, explicou.

 

Sobre o óleo - Na última terça-feira, 02, equipes do meio ambiente das cidades de Arraial do Cabo, Búzios e Cabo Frio identificaram resíduos de óleo nas areais de algumas praias. O material foi levado para analise e desde então órgãos ligados ao meio ambiente iniciaram o trabalho para identificar o problema.

Na sexta-feira, 05, a Petrobras afirmou que o produto era oriundo da plataforma Marlim Leste, localizada na Bacia de Campos.

O óleo se encontrava estocado em reservatório, onde ocorreu o vazamento para o mar. Justamente por estar estocado em reservatório, o óleo sofreu mudanças de temperatura e adquiriu mais viscosidade, o que evitou que o acidente fosse mais grave. Em contato com a água do mar o óleo se agrupou em pelotas de diversos tamanhos e flutuou até o litoral das cidades da Região dos Lagos, alcançando as praias.

Arraial do Cabo foi a cidade que mais sofreu com o problema. A descoberta da origem do óleo foi possível após a análise do material coletado logo no primeiro dia de vazamento.

“Felizmente houve uma resposta rápida dos três municípios e a pronta intervenção dos órgãos ambientais, como Ibama, Inea e ICMBio.  Podemos afirmar que a enseada conhecida como ‘Saco do Cherne’ salvou nossas praias de um estrago maior, pois a mancha de óleo ficou ‘presa’ nesse local e ali foi feita a contenção e é onde estão concentradas as ações.  O óleo, segundo a Petrobras, é proveniente de um reservatório do campo de Marlim Leste, que sofreu uma fissura e vazou. Essa identificação foi possível porque cada óleo tem o seu ‘DNA’ próprio, ou seja, é possível rastrear sua origem.  Por não ser um óleo novo, ele veio nessa forma de ‘pelotas’, com menor potencial de danos”, explicou.

Vale lembrar que as equipes da Petrobras continuam no trabalho de limpeza das praias dos três municípios e de contenção da mancha na Enseada do Cherne, e foi acertado que continuarão com as ações até a véspera da Semana Santa, para garantir a limpeza das praias

Clique Diário

E. L. Mídia Editora Ltda
CNPJ: 09.298.880/0001-07
Redação: Avenida Atlântica, 2.500, sala 22 – Cavaleiros – Macaé/RJ

cliquediario@gmail.com
(22) 2765-7353

Mais lidas da semana