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Em Macaé, Pesagro-Rio realiza Dia de Campo

Daniela Bairros

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O evento foi realizado na última terça-feira (22), com palestras para 52 produtores rurais de Macaé, Rio das Ostras e Tanguá.

 

Da redação

A unidade da Pesagro-Rio de Macaé realizou na última terça-feira (22), o Dia do Campo. O evento contou com palestras para 52 produtores rurais de Macaé, Rio das Ostras e Tanguá. Este último município é considerado o maior produtor de citros no Estado do Rio de Janeiro.

Durante o evento, foram mostradas pesquisas em andamento nas culturas de citros (laranjas e limoeiros), bananeiras e oleaginosas, pelos pesquisadores responsáveis Jerônimo Graça, Alcilio Vieira, José Francisco Martinez Maldonado e Luiz de Moraes Rego.

No cultivo de citros, foram apresentadas as tecnologias, desde a escolha da área mais favorável, preparo do solo, aquisição de uma boa muda e indicação de adubação nas covas. No trabalho apresentado, foi mostrado também um sistema de irrigação por gotejamento, de baixo custo, onde irriga-se por gravidade. Foi demonstrado também o excelente desenvolvimento das plantas, as quais estão com dois anos de idade. As variedades testadas são: Folha-Murcha, Seleta, Pera, Lima e Bahia, além de quatro seleções de Limoeiros Tahiti.

Na cultura da bananeira,  que é afetada por diversas doenças sendo as principais o Mal de Sigatoka Amarela e o Mal do Panamá, uma variação da Sigatoka Amarela – denominada de Sigatoka Negra é muito mais agressiva e pode provocar a morte de pomares inteiros de bananeiras, e já foi detectado no Estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Paraty e Angra dos Reis. Visando oferecer aos produtores fluminenses, novas variedades de bananeiras do tipo Prata, com resistência às doenças mencionadas, a Pesagro-Rio, de Macaé instalou três experimentos com as variedades: Pacovan Ken, Vitória e a Fhia Maravilha.

No evento , os participantes do dia de campo  puderam constatar o desenvolvimento dessas novas variedades e até degustar os seu frutos; a variedade Fhia Maravilha, tem se destacado por ser mais precoce e se adaptar melhor as condições adversas do meio ambiente, como solos pobres e falta de chuvas. Essa variedade (FHIA), nos períodos mais críticos de falta d`´agua, após 11 meses do plantio, apresentou cachos com 10kg em média. As outras variedades produziram cachos com 4kg. Com períodos de chuvas mais regular ou irrigação artificial, a Fhia Maravilha chegou a produzir cachos de 15kg a 20kg, testemunhado pelos participantes do Dia de Campo, bem maiores que os das outras variedades, mais exigentes em umidade e solos mais férteis

No cultivo de plantas Oleaginosas, (Mamona, Girassol, Gergelim e Nabo forrageiro), o objetivo principal do trabalho de pesquisa é identificar microrganismos benéficos nas raízes das plantas oleaginosas, que associadas às raízes aumentam sua eficiência em absorver do solo mais água e nutrientes, com isso, pode-se diminuir a utilização de adubos nitrogenados.

Crédito: Divulgação

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