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Em assembleia, trabalhadores da Personal Service rejeitam proposta da empresa em pagar FGTS e os 40% atrasados desde o ano passado

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Segundo a categoria, proposta da empresa era pagar os dois benefícios, avaliados em R$ 18 milhões. Empresa tem R$ 22 milhões bloqueados em uma conta judicial

Daniela Bairros

Em assembleia ocorrida nessa quinta-feira (23) no Ginásio Juquinha em Macaé, os cerca de 700 trabalhadores da empresa Personal Service Recursos Humanos e Assessoria Contábil Ltda, de Macaé, rejeitaram a proposta da empresa em pagar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e os 40%. A empresa possui, atualmente, R$ 22 milhões bloqueados em uma conta judicial. A proposta era, segundo a categoria, pagar os dois benefícios a todos os trabalhadores. Tanto o FGTS e os 40%, que estão atrasados desde o ano passado quando os trabalhadores foram demitidos, estão avaliados em R$ 18 milhões. Logo após a mobilização, os trabalhadores realizaram um ato e caminharam sentido Vara do Trabalho de Macaé, Sindicato dos Empregados do Turismo e Hospitalidade e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na Imbetiba.

Segundo Vinicius de Oliveira, de 40 anos, que trabalhou na empresa no setor de controle da produção e que foi demitido, a categoria rejeitou a proposta e vai esperar a Justiça de Macaé dar a sentença à empresa. “Vamos esperar receber tudo o que temos direito, inclusive ação de danos morais revertida aos trabalhadores”, explicou.

Os trabalhadores, segundo Vinicius, estão sem receber, desde novembro, o 13º salário, férias (quem tem direito), 40% da multa do FGTS e o depósito do fundo referente ao mês em que ocorreram as demissões.

Os trabalhadores foram desligados da empresa no dia 04 de dezembro de 2016, com a promessa de que teriam suas verbas rescisórias pagas até o dia 14 do mesmo mês. Porém, de acordo com funcionários, a quantia depositada na data foi considerada “ínfima” por ser muito abaixo do valor de suas verbas.  Além disso, a categoria alegou que a empresa não teria detalhado os depósitos.

A Personal Service Recursos Humanos já foi citada na operação Lava Jato pelo lobista e delator Milton Pascowitch como fonte de propina ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, em contratos com a Petrobras entre 2006 e 2015, alguns dos quais ainda estão em vigor. Os valores dizem respeito a contratos de terceirização de mão de obra e outros serviços de gestão, de acordo com os registros da Petrobras. As quantias mensais somavam, em média, R$ 500 mil, podendo alcançar cifras no patamar de R$ 800 mil por mês. Os valores eram sempre entregues em espécie, conforme o delator. O maior contrato da petroleira com a empresa, no valor de R$ 972 milhões, para serviços suplementares de apoio administrativo, foi assinado em dezembro de 2010 e é válido ano passado. Em 2015, a empresa assinou R$ 268 milhões em contratos com a Petrobras, o que indica que mesmo após o início da Operação Lava Jato, a Petrobras continuou a celebrar contratos com a Personal Service.

 

Crédito: Divulgação

 

 

 

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