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Contas de luz devem subir a partir de 1 de novembro em todo país

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A energia elétrica ficará mais cara em todo país partir de 1 de novembro, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai alterar a bandeira tarifária, da verde para a amarela, trazendo custo adicional na conta dos consumidores.

O anúncio da mudança de bandeira, que pode variar entre vermelha, verde e amarela, foi feito pela Aneel no último dia 28 de outubro, e trará o custo adicional de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido a partir do mês de novembro.

A Aneel informou que a mudança se deve ao relatório do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema (ONS), que constatou condição hidrológica menos favorável, o que determinou o acionamento de térmica com Custo Variável Unitário (CVU) acima de R$ 211,28, e consequente impacto no custo marginal de operação (CMO) em todos os  submercados.
De acordo com a agência reguladora, as bandeiras tarifárias foram criadas com o objetivo de sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.
“O funcionamento é simples: as cores verde, amarela ou vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. Com as bandeiras, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente”, explica a Aneel.

Embora o custo aumente para o consumidor, a Aneel diz que a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, e sim, uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

“As bandeiras sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores. Não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que sinaliza para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar”, acrescenta a Aneel.

O reajuste na cobrança se deve ao acionamento de usinas termelétricas, cuja energia é mais cara que as hidrelétricas. Desde abril deste ano, a bandeira tarifária estava verde, ou seja, não havia custo extra para os consumidores, e no ano passado, todos os meses tiveram bandeira vermelha, primeiramente com cobrança adicional de R$ 4,5 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e, depois, com a bandeira vermelha 1, o que significou acréscimo de R$ 3 a cada 100 kWh.

Adotado em janeiro de 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi criado para tentar recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, mais caras do que a energia de hidrelétricas, que sofrem com a falta de chuvas dessa época do ano.

Apesar do reajuste, segundo a Aneel, a bandeira torna a conta de luz mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.

Tunan Teixeira

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