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Comerciantes de Araruama reclamam da queda das vendas e apontam problemas de gestão como principais causadoras

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Nas vitrines das lojas o que mais se vê são anúncios do tipo "promoção, "queima de estoque", "Oferta Imperdível”. A luta pelas vendas é tão grande que as lojas estão deixando o próprio cliente definir o valor do desconto. Segundo Jaqueline Machado, proprietária da loja Vidra, voltada para moda feminina, são vários fatores responsáveis pela queda no consumo.

"Crise retira você da zona de conforto. Tivemos que fazer algumas mudanças. Mas muitas lojas fecharam, lojas antigas e isso entristece a gente porque sabemos a luta que é para manter um negócio. É de cortar o coração ver pessoas antigas desistindo. Na verdade as pessoas fecham porque desistem de continuar, porque é muito difícil”, lamentou.

A empresária ainda explica que a queda tem sido um problema de gestão: "A gestão desse atual governo faz parte do motivo. A cidade está bagunçada. É um pouco também da crise econômica que faz as pessoas terem medo e por isso guardam o dinheiro. A prefeitura poderia dar mais incentivos fiscais ao invés de exigir tanto do pequeno comerciante. Pagamos uma taxa de publicidade que nos impede de investir na nossa própria loja. Isso atrapalha muito nosso negócio."

 

Prefeitura atrasa os pagamentos e o comércio sente os efeitos

 

Para Damiana Serafim, atendente de loja no centro da cidade, os atrasos nos pagamentos dos servidores públicos faz o comércio sentir: "O município vive dos recursos da prefeitura, se demora a sair o pagamento dos funcionários e dos fornecedores, a quantidade de dinheiro na rua cai e por isso ninguém compra".

Damiana ainda completa citando a questão da segurança pública como outro fator causador da queda das vendas. Para Jaqueline a prefeitura escolheu o inimigo errado.

"Enquanto os policiais e a prefeitura estão mais preocupados em prender as vans, a bandidagem atua livre. Porque não legalizar em forma de cooperativa? Isso ajudaria as pessoas a circularem”, afirmou.

Pequenos furtos assustam clientes e fazem crescer as vendas online na cidade

Segundo uma funcionária de uma loja de celulares, também no centro da cidade,  a violência é outro fator preocupante que acaba por frear as vendas. Ela explica que os constantes furtos nas ruas do centro têm afugentado os clientes e feito crescer o tipo de comércio em redes sociais conhecidos como "Mercado Livre".

"A cidade está muito perigosa. O cliente esta preferindo comprar pela internet através do facebook porque recebe dentro de casa o produto, isso tudo por causa do medo de ser assaltado e perder o aparelho”, comentou

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