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Centro de Reabilitação de Cabo Frio está inaugurado a mais de 3 anos, mas nunca abriu as portas

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O Centro de Reabilitação de Cabo Frio está se tornando um mito na cidade. Inaugurado pela prefeitura em 2012 para atender a população que necessita de fisioterapia,a unidade não recebeu nenhum atendimento em todos esses anos.O prédio está cercado, equipado, possui segurança, mas nunca funcionou efetivamente. No pátio pode-se observar que o mato está alto, com sinais claros de abandono. E a unidade é alvo de vandalismo, pichações podem ser vistas pelo prédio todo.

Desde a sua inauguração o prédio nunca abriu as portas, nunca realizou um só atendimento. O primeiro prazo de entrega dado pela prefeitura depois da inauguração foi em março de 2014, pelo então secretário de saúde Dirlei Pereira. Na ocasião, o secretário informou que Centro de Reabilitação estaria pronto em 6 meses. O tempo passou e nada foi feito. Em outubro do mesmo ano, o então secretário Carlos Ernesto Dornellas, informou que no mês seguinte, em novembro, a unidade estaria entregue à população. Mais uma vez o prazo venceu e nada foi feito. Em março de 2015 o ainda secretário Carlos Ernesto Dornellas disse que a unidade entraria em funcionamento “em breve”. Não é nem preciso dizer que nenhuma dessas promessas foramcumpridas.

A obra custou cerca de 2 milhões de reais e hoje, como nos últimos anos, encontra-se completamente fechado para a população. O prédio possui 1.300 metros quadrados e inclui piscina, consultórios e modernos equipamentos. Toda uma estrutura montada para atender até duas vezes o número de pacientes que estão em processo de reabilitação na cidade. Cabo Frio realiza cerca de 13 mil atendimentos na área de fisioterapia por mês, divididos em 6 Centros de Reabilitação. As maiores unidadessão as de São Cristóvão, onde são atendidos cerca de 400 pacientes por dia e o Centro de Reabilitação do Jardim Esperança, que atende cerca de 300 pacientes por dia e também há muitas reclamações quanto à superlotação e a estrutura das unidades.

A prefeitura informou que no momento, o único empecilho que impede a abertura da unidade é a falta de energia elétrica. A AMPLA, por sua vez, informou que a energia não foi ligada por conta de um débito da prefeitura para com a concessionária. Enquanto esse imbróglio não se resolve, a população que precisa de fisioterapia continua sofrendo com a falta de estrutura, unidades superlotadas e longas filas de espera. Mais um capítulo na história da política cabo-friense, e quem paga a conta, mais uma vez, é a população.

Por: Mateus Marinho

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