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Crise atinge até os cemitérios de Cabo Frio

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A crise que atinge a cidade de Cabo Frio parece não ter fim. A cada dia um novo problema é externado por conta da falta de verbas nos cofres públicos. A bola da vez é a falta de vagas nos cemitérios Santa Izabel e no do Jardim Esperança. Segundo a prefeitura os dois cemitérios somam 1.400 vagas rotativas, que são vagas que a cada três anos são renovadas, com a retirada das ossadas das gavetas. Indo na contramão do sistema funerário, os óbitos não param de crescer. São registrados em média 120 óbitos por mês na cidade, o que dá quase 1.500 óbitos por ano. No período de 3 anos, que é quando as cerca de 1.400 vagas rotativas são disponibilizadas, são registradas aproximadamente 4.500 mortes. Impossível a conta bater.

Em toda a cidade são cerca de 3 mil gavetas, 2 mil só no Santa Izabel. Mas é sabido por todos que o cemitério não possui espaço físico para ser ampliado. Está funcionado no limite. E a maioria das covas são perpétuas, o que não permitie a rotatividade. Já no cemitério do Jardim Esperança são cerca de mil gavetas, um número baixo, mas há espaço para aumentar essa quantidade de vagas. A prefeitura informou que está prevista a construção de novas gavetas e covas, ampliando o número de vagas para cerca de 500. A prefeitura não informou um prazo para execução dessas obras. Ainda está longe do ideal, mas já ajuda no momento. Mas fica notório que todo o sistema terá que ser revisto, terá que passar por um planejamento, para suprir as necessidades do município.

Por: Mateus Marinho

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