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Caminhada celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo em Macaé neste domingo (2)

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Caminhada celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo em Macaé neste domingo (2)

A concentração será às 8h, em frente ao Laço Gaúcho, na Praia dos Cavaleiros. No final haverá um pic-nic e a apresentação com Cia Chirulico

Legenda: Heitor transformou a vida de sua família. “Somos mais sensíveis, mais empáticos, mais compreensivos com a dor é a ansiedade dos outros”, diz a mãe.

Bertha Muniz

Para comemorar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o movimento "Motivados pelo Autismo Macaé" irá realizar no neste domingo (2), uma caminhada na Praia dos Cavaleiros. A concentração será às 8h, em frente ao ao Posto 1, próximo à churrascaria Laço Gaúcho. No final haverá um pic-nic e a apresentação com Cia Chirulico. De acordo com a equipe organizadora, o principal objetivo é reunir pais, familiares, cuidadores, profissionais das áreas de saúde e educação, além de toda sociedade na luta contra o preconceito. Este será o primeiro voltado para o autismo na cidade, organizado pelas próprias mães.

Morando em Macaé há três anos, a tecnóloga em Gestão Empresarial, Caroline Mizurine Carneiro, é mãe de Heitor, de 3 anos e 10 meses. Ela se uniu à outras mães para organizar a caminhada com o intuito de que, segundo ela, as pessoas se permitam a viver a sinceridade do sentimentos dos autistas, sem ter receio do que são. “Afinal, eles não são incapazes, são diferentes! E ser diferente é absolutamente normal!”, afirma ela.

Caroline descobriu a síndrome de Heitor bem cedo, quando ele tinha apenas sete meses de vida. “Como ele é meu caçula, já não era mãe de primeira viagem. Isso sem dúvida foi determinante para identificar que algo estava "fora do padrão". Ele era bem novinho quando apresentou o primeiro movimento repetitivo, quando eu de fato desconfiei sobre essa síndrome. Mas eu já estranhava a passividade dele, o jeitinho diferente de pegar nos objetos, a maneira como olhava fixamente os dedos das mãos. Como ele foi diagnosticado precocemente, antes mesmo de um ano começamos com as terapias para estimula-lo rapidamente”, descreve a mãe.

O primeiro desafio da tecnóloga foi inserir o filho autista no ambiente escolar. “Algumas pessoas transpareciam que preferiam não recebê-lo ao invés de tentar inseri-lo no seu ambiente. Apesar de triste, consegui inseri-lo, pois conheço os direitos do Heitor. Hoje ele está ambientado na escola”, afirma Caroline.

Questionada sobre como é ser mãe do pequeno Heitor, a tecnóloga diz que dar a luz a uma criança autista transformou a vida de sua família. “Inicialmente foi um baque, que nos levou a um luto. Por não conhecer a síndrome, tínhamos muito medo do que poderia estar por vir. Hoje, com acesso à informação, com muito amor, percebo que Heitor nos mudou completamente. Somos mais sensíveis, mais empáticos, mais compreensivos com a dor é a ansiedade dos outros”, declara Caroline que também é mãe de Cleo, de 5 anos . A família também teve que se adaptar para explicar à irmã de Heitor a didática para lidar com ele. “Criamos a Cléo para ser sensível assim como nós, pais do Heitor. Para que consiga interagir com o irmão, entender as suas necessidades, e observa-lo não apenas como "O AUTISTA", mas sim como a criança linda que é, assim como ela”, explica a mãe.

O dia a dia da família mudou um pouco, mas para melhor, principalmente para pai de Heitor, Bruno Martins Carneiro. “Na minha casa os papéis se inverteram. O meu esposo é funcionário do Estado do Rio e por isso foi agraciado pela redução da jornada de trabalho em razão da Síndrome do Heitor. Dessa forma quem o acompanha nas terapias é o papai”, encerra Caroline.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, foi criado em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é fazer um alerta sobre a complexidade do assunto, necessidade de mais pesquisas e a importância da inclusão social.

 

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