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Brasil Offshore 2017 destaca a importância da Bacia de Campos no setor petrolífero

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Durante cerimônia de abertura, a Petrobras foi homenageada pelos seus 40 anos de operações na Bacia de Campos que hoje é responsável por 64% da produção de petróleo nacional

 

Bertha Muniz

A nona edição da Brasil Offshore teve início ontem (20) no Centro de Convenções Roberto Marinho, em Macaé, com grandes expectativas em relação ao futuro do setor de petróleo e gás na região.  Durante a abertura, estiveram presentes nomes Antônio Guimarães, secretário adjunto do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível, Guilherme Castro, presidente da SPE Macaé Section; além de secretários municipais; prefeitos da região; representantes da Firjan, IBP, Sebrae, Abespetro, entre outras autoridades. A feira vai até sexta-feira (23), com a previsão de movimentar R$ 250 milhões em negócios.

Durante a cerimônia de abertura do evento, o vice-presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora da feira, Paulo Octávio, afirmou o compromisso da empresa com a cidade. “Macaé está voltada para o petróleo e totalmente adaptada para isso. Apoiamos o município e reafirmamos nosso compromisso com o setor com a expectativa de estarmos juntos utilizando verbos tão positivos quanto o da retomada nas próximas edições”, avaliou.

A Petrobras foi homenageada pelos seus 40 anos de operações na Bacia de Campos que hoje é responsável por 64% da produção de petróleo nacional. Representando a estatal, o gerente da Unidade Operacional da Bacia de Campos, Marcelo Batalha, ressaltou que o reordenamento das atividades portuárias entre os portos do Rio de Janeiro e de Imbetiba, em Macaé não afeta as operações offshore na Bacia de Campos e não significa a interrupção das atividades do Porto de Imbetiba.

“Hoje temos 35% de nosso estoque concentrado nos bairros de Imboassica e Novo Cavaleiros. O aeroporto de Macaé recebe 12 mil pessoas em 700 voos mensais para atender nossas bases operacionais, a Usina Termelétrica Mário Lago é a segunda maior do parque gerador da Petrobras, com posição estratégica para o aproveitamento do gás produzido na Bacia de Campos. O Terminal de Cabiúnas,  que recentemente recebeu o nome de Benedito Lacerda,  é hoje o maior polo de processamento de gás natural do Brasil. É Importante lembrar também que a  Agência Nacional de Petróleo (ANP), prorrogou por mais 27 anos, até 2052, os contratos de concessão dos campos de Marlim e Voador, ambos situados na Bacia de Campos. Com toda essa matéria prima e estrutura logística nós temos muito ainda para avançar na região”, pontuou o gerente geral da UO-BC que representou o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

O secretário adjunto de Minas e Energia do Ministério de Minas Energia, João José de Nora Souto, participou da abertura da Brasil Offshore representando o ministro da pasta, Fernando Coelho Filho. “Cabe reconhecer a grande relevância da Bacia de Campos para a indústria petrolífera nacional, com oportunidades geradas para o país e o Estado do Rio de Janeiro e que motivaram avanços tecnológicos para a exploração em águas profundas. Nesse sentido, o governo Federal e em especial o Ministério de Minas e Energia vem tomando medidas para fomentar essa importante região da Bacia de Campos, como a recente desobrigação da Petrobras de ser operadora única no pré-sal e a realização da rodada de partilhas, entre outros”, afirmou Souto.

Com um discurso vibrante e de muita positividade, o prefeito de Macaé, Dr Aluizio, destacou a recuperação do setor. “A feira de 2015 foi a da superação e, a de hoje, marca os avanços do setor do petróleo. Em setembro, teremos os leilões para aquecer a economia petrolífera, que não só representa a retomada de empregos para o setor, mas de toda uma cadeia de serviços. O estado e a cidade precisam dessa recuperação para sua autoestima. Temos também uma joia que é Cabiúnas, ícone na geração de óleo e gás. A indústria do petróleo é fundamental para o Brasil e ainda representa 12% do PIB nacional. Essa é a feira da virada, da retomada, da energia e do emprego”, disse o prefeito.

A Feira

Segundo os organizadores do evento, a nona edição da Brasil Offshore gerou 5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. A estimativa é de 53 mil pessoas visitem a feira durante os quatro dias. Ao todo 80% da estrutura da feira está concluída no espaço de 40 mil metros quadrados destinados a Brasil Offshore.

O evento reúne as maiores empresas de exploração de petróleo do mundo e apresenta as inovações e os avanços tecnológicos visando debater questões pertinentes ao setor em conferências técnicas e palestras. A programação ainda oportuniza a aproximação das pequenas e médias empresas da região com as grandes companhias que atuam neste segmento, através das Rodadas de Negócios.

Organizadas pelo Sebrae/RJ, a ONIP e a Firjan, as Rodadas de Negócios acontecem nos dias 21 e 22 de junho, no Stand 32, e terão a presença dos principais players da indústria de óleo e gás. O evento conta 560 marcas, sendo 10 % delas internacionais e terá a participação de 17 empresas âncoras - Air Liquide, Alphatec, Baker Hughes, BW Offshore, Estaleiro Mauá, Forship, Huisman, NUCLEP, Petrobras UO-BC, Porto do Açu, Queiroz Galvão, Shell, Sotreq, Subsea7, TechnipFMC, Transpetro e Tridimensional.

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