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Ex-Deputado Federal, Adrian Mussi, é condenado a 3 anos de prisão por crime eleitoral

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Irmão de ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi,foi condenado, acusado de prestar informações falsas na prestação de contas da campanha eleitoral de 2010

 

 

Tunan Teixeira

 

O ex-deputado federal, Adrian Mussi (PHS), irmão do ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi (PDT), foi condenado pela Justiça Eleitoral por conceder informações falsas na prestação de contas de sua campanha eleitoral para a Câmara Federal em 2009.

Eleito em 2010, Adrian Mussi foi condenado a 3 anos de prisão em regime semi-aberto e a pagar 9 salários mínimos de multa, porque, segundo apurou a Justiça, havia irregularidades nas informações prestadas às doações das empresas Ser-Rio e Recoser, totalizando 150 mil reais.

sentença do Juiz Wycliffe de Mello Couto foi proferida porque os sócios da Ser-Rio, empresa da cidade de Sertãozinho, no interior de São Paulo, negou que tivesse doado os 130 mil reais contabilizados pela campanha de Adrian Mussi.

O chefe de cartório da 109ª Zona Eleitoral revelou que o caso foi identificado graças a uma parceria feita entre o Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a Receita Federal (RF), que analisam as doações eleitorais durante as campanhas.

“Atualmente é proibido a pessoas jurídicas fazerem doações de campanha, mas na época era permitido. Só que existia um limite, assim como existe para a pessoa física até hoje. No caso de pessoa jurídica, a doação não podia ultrapassar 2% do faturamento bruto da empresa no ano anterior à doação, ou seja, do faturamento de 2009. Graças a essa parceria (entre MPF, TSE e RF), esses dados são cruzados e o MP é acionado. Quando o MP-SP entrou com a ação contra a empresa (Ser-Rio), os sócios da empresa negaram ter doado qualquer valor para a campanha do ex-deputado. Foi assim que o caso foi descoberto”, contou Willian Marchiote.

Depois de um exame grafotécnico, ficou comprovado que os sócios da empresa não haviam participado da transação, em que a quantia teria sido depositada em dinheiro, na boca do caixa de um banco de Macaé, em um depósito não identificado.

O ex-deputado, que em 2016, concorreu à Prefeitura de Rio das Ostras e perdeu para o atual prefeito, Carlos Augusto Balthazar (PMDB), ainda pode recorrer da decisão, mas se não conseguir reverter a condenação, além dos 3 anos de prisão, ficará ainda inelegível por 8 anos, a contar da data do fim do cumprimento da sentença.

Foto: Divulgação

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