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Anunciado em 2007, Restaurante Popular da Aroeira, em Macaé, só foi inaugurado no Governo Aluízio

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O primeiro Restaurante Popular de Macaé, programa social em parceria com o Governo Federal, foi inaugurado no centro da cidade em março de 2004. Três anos depois, a prefeitura anunciou que participaria de novo edital para a construção de um novo restaurante, dessa vez na Aroeira, um dos bairros que já na época apresentava grande crescimento populacional.

Mas desde 2007, quando foi anunciado pelo então Secretário Especial de Desenvolvimento Social e Humano, Jorjão Siqueira, e prometido para o ano seguinte, o sonho de ter um novo Restaurante Popular ficou estacionado na administração municipal.

Foi preciso 8 anos e um novo governo para que as faixas de inauguração do espaço com 1.055 metros quadrados fossem finalmente cortadas, impactando a cidade com mais uma de tantas mudanças provocadas na vida da população de Macaé.

“Um bom governo não se pauta em grandes obras, se pauta pelo cuidado. Espero que o meu governo seja cada dia menor e que a cidade seja cada dia maior. Feliz do governo que vai a uma inauguração e não encontra gente do governo. Feliz do governo que vai a uma inauguração e encontra as pessoas”. Foi com essas palavras, ditas no meio da rua, cercado pela população do bairro e algumas poucas autoridades, que o Prefeito Aluízio marcou o desenlace da faixa azul que abriu de vez as portas do espaço, em 29 de julho de 2015, quando a cidade completava 202 anos de emancipação político-administrativa.

Cuidado esse que permitiu que o governo cumprisse em 2 anos e meio o que dois mandatos de seu antecessor, que chegou a prometer a inauguração em 2008 e 2012, não conseguiram cumprir em 5 anos.

Demora essa que foi lembrada na cerimônia de inauguração pelo vereador Júlio César de Barros (PMDB), que fez questão de ressaltar a determinação do Prefeito Aluízio em tirar do papel essa importante obra social.

“Há alguns anos, a população vem aguardando a abertura deste espaço, que foi um projeto do ex-vereador João Sérgio, que encaminhou projeto para o Governo Federal e foi aprovado. Agora, Dr. Aluízio entrega este importante equipamento social, que irá contemplar os moradores de diversos bairros próximos da Aroeira”, comentou o vice-líder do governo da Câmara.

7.1 (ANTES) COMPRATIVO - Tadeu Mouzer    Interior do restaurantes antes (a esquerda) e depois (a direita)

Interior do restaurante antes (a esquerda) e depois ( a direita). Fotos: Tadeu Mouzer

 

Homenagem – Batizado Restaurante Popular Andrea Vasconcellos Meirelles, em homenagem à Ex-Secretária de Desenvolvimento Social, falecida em maio de 2015, o restaurante tem administração das Lojas Maçônicas, que através de contrato com a prefeitura, estão à frente do serviço há mais de 12 anos.

Durante a emocionante cerimônia de inauguração, a ex-secretária foi lembrada em todos os discursos da solenidade, sendo apontada, inclusive, como um das grandes responsáveis pelo projeto, do qual se falava desde 2007.

Segundo a prefeitura informou em 2015, a mudança do Centro para Aroeira ocorreu em função de uma reforma prometida para o antigo prédio. Com grande salão climatizado, o prédio conta ainda com sanitários para pessoas com deficiência, um espaço reservado de espera para idosos e uma área coberta na parte externa.

O empreendimento é resultado da parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Governo Federal, responsável por 80% da verba utilizada, sendo 20% do valor total investidos pela prefeitura, que ainda doou o terreno.

 

7.1 - Tadeu Mouzer

Foto: Tadeu Mouzer

Serviços – Servindo cerca de mil refeições por dia, com atendimento entre 10h e 14h, o Restaurante Popular da Aroeira é parte do trabalho da prefeitura em promover segurança alimentar e nutricional, ampliando o acesso a uma alimentação adequada e saudável às pessoas em situação de vulnerabilidade e de risco social.

Há 12 anos, a administração do Restaurante Popular em Macaé está nas mãos dos Lojas Maçônicas, que através de subvenção do governo, fornecem uma alimentação de qualidade e preocupada com a nutrição e a vida da população, oferecendo mil refeições diárias a preços populares de 1 real.

“O contrato com a prefeitura é anual. A gente recebe uma subvenção da prefeitura para prestar esse serviço, que é de servir mil refeições todos os dias. É até bom explicar isso, porque às vezes as pessoas chegam aqui e encontram o restaurante fechado, e reclama. Poxa, mas já fechou? É que já foram servidas as mil refeições”, explicou na época o gerente do restaurante, Flávio Cordeiro, responsável por uma equipe de 30 funcionários que cuidam da alimentação, administração e manutenção do novo prédio.

É que apesar de o horário de funcionamento ser das 10h às 14h30, o contrato com a prefeitura é para servir mil refeições. Atingido este número, o serviço fecha as portas para reabrir no dia seguinte.

 

Mudança Aprovada – A mudança do centro para a Aroeira foi positiva para a cidade. Além de desafogar as ruas do entorno do Mercado de Peixes, e estar mais próximo de quem realmente precisa do serviço, o Restaurante Popular da Aroeira foi uma ótima notícia para o aposentado Moisés Inácio dos Santos, de 67 anos, que diariamente saía da Aroeira para almoçar no Centro.

“Agora, terei um restaurante próximo da minha casa. Frequento o Restaurante Popular desde a inauguração, além da comida ser boa, é uma economia para o bolso. Ganho um salário mínimo e o dinheiro que economizo, já consigo pagar uma conta ou comprar uma roupa”, comemorou o aposentado no dia da inauguração.

Comemoração que se estendeu também no primeiro dia de funcionamento, no dia 3 de agosto, quando o restaurante abriu as portas para a população e recebeu a equipe do Diário da Costa do Sol, que foi conferir a qualidade do serviço.

O que foi possível notar logo de início. “Parabéns, a comida está ótima, está tudo ótimo!”, gritou uma senhora, ainda com a bandeja em mãos, aos profissionais responsáveis por servir os alimentos. E os elogios continuaram a ser ouvidos a todo instante nas conversas, desde as filas até as mesas.

A comida não é luxuosa, mas nem precisa. Muito bem preparada pelas Lojas Maçônicas, responsáveis pela administração do restaurante, a refeição – que, vale lembrar, custa só R$ 1 – é farta e bem variada. No cardápio de inauguração, o prato era composto por arroz, feijão, carne assada, farofa, salpicão, com banana de sobremesa, e o tradicional refresco.

A refeição é farta e bem variada (Foto: Tadeu Mouzer)

A refeição é farta e bem variada (Foto: Tadeu Mouzer)

“O cardápio sempre tem arroz e feijão; uma opção de proteína, ou seja, uma carne; uma opção de acompanhamento; e uma opção de salada; além da sobremesa e do refresco”, explicou o gerente do restaurante, Flávio Cordeiro, antes da clientela entrar, e que parecia ansioso pela abertura dos trabalhos.

Servidos em bandejas, como um popular ‘bandejão’, os pratos e a estrutura do Restaurante Popular são de deixar muitas universidades no Estado do Rio com inveja. E muitos estabelecimentos de alimentação também. “O feijão daqui é melhor que o feijão da minha mãe!”, garantiu um dos clientes, que, tímido, talvez para não deixar a mãe chateada, preferiu não se identificar.

Por Tunan Teixeira


 

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