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Ações da campanha Novembro Azul, em Macaé, prosseguem nesta terça-feira (06)

Daniela Bairros

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Campanha, estendida ao longo do mês, visa conscientizar a população masculina sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer da próstata, o segundo mais comum entre os homens.

Daniela Bairros

A campanha Novembro Azul em Macaé prossegue nesta terça-feira (06) com ações que serão realizadas pelas unidades de saúde. Nesta terça-feira (06), a partir das 8h, na Casa da Criança e do Adolescente as atividades continuam. Na sexta-feira (9), será no Centro Integrado de Administração da Saúde, às 9h.

A campanha alerta aos homens para a necessidade de fazer os exames de PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal para diagnosticar a doença o mais cedo possível. Em Macaé, a rede municipal de saúde conta com unidades básicas de saúde, centros de especialidades e unidades de Estratégia Saúde da Família que oferecem atendimento médico com agendamento prévio. Por mês, são realizados uma média de 1.110 exames de PSA pela coordenação de Controle, Avaliação e Auditoria. Segundo dados do Polo de Atendimento ao Paciente Oncológico e Especialidades, este ano foram diagnosticados 59 novos casos de câncer de próstata.

Câncer de próstata - Um dos sintomas do câncer de próstata é a dificuldade de urinar. O diagnóstico é feito por meio do exame de sangue PSA (principal proteína encontrada no sangue e específica da próstata) e pelo toque retal, pois a glândula fica localizada no terminal do reto e geralmente 90% das alterações ficam na parte periférica e posterior da glândula. O exame deve ser feito por todos os homens a partir dos 45 anos.

O tratamento para casos em que a doença está no estágio inicial é a cirurgia e radioterapia. Quando a doença estiver mais avançada, o tratamento é feito com radioterapia e com hormônios.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

“É preciso parar de ser ignorante, porque tem que cuidar da saúde sim”, afirmou Hélio Batista, consultor na Prefeitura de Macaé, e que tem 57 anos. Em 2011, descobriu a doença. Fazia exames periódicos, principalmente os de sangue PSA, mas percebia oscilações. Não satisfeito, procurou um médico urologista fez o exame de toque. O resultado: câncer na próstata. Para ele, a tarefa mais difícil foi dar a notícia em casa. “Fiquei sem chão. Foi muito difícil, mas graças a Deus o meu diagnóstico foi precoce, diferente de muitos casos. Infelizmente, a cultura machista e ignorante impede o homem de ter a consciência de que é sim preciso se cuidar e fazer o exame de toque. É preciso ficar atento. Que a minha experiência com o câncer sirva de lição para os homens. Vamos sim se cuidar porque a doença existe e mata”, ressaltou. Hoje curado, Hélio contou que quando estava doente perdeu, em um mês, 30 quilos, e que o apoio da família e amigos foi fundamental para a recuperação. “Todo mundo ficou muito preocupado comigo, com a doença, e hoje estão todos felizes pela minha cura. Mas foi um processo difícil sim, mas venci e me curei, vencendo barreiras de preconceitos, indo ao médico para ser tocado, como as mulheres”.

Crédito: João Barreto

 

 

 

 

 

 

 

 


 

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