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Caderno D

Visitar o passado é a garantia de construir um bom futuro

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No mês de julho, a cidade de Macaé comemorou 203 anos e em conjunto com cenário político atual, que foi decidido pela população mais uma vez, nada mais sugestivo, que a gente olhe um pouco para o passado, com muito saudosismo, para uma das cidades que mais evoluíram em nosso país e que, apesar de avançar a largos passos rumo à modernização, preserva com muito carinho, uma história riquíssima, através de referências históricas ainda existentes na cidade, e é claro, em sua própria história, que sempre será um referencial de grandes conquistas.

Mesmo antes de ser considerada a Capital Nacional do Petróleo, Macaé já era atrativa para migrantes e imigrantes, que enxergavam o município como sinônimo de trabalho e prosperidade.

Segundo os contextos históricos, com a expulsão dos jesuítas, em 1795, Macaé recebeu novos imigrantes vindos de Cabo Frio e de Campos, para ocupar terras. Assim o povoado foi aumentando e muitas fazendas e engenhos foram construídos.

Com um litoral belíssimo, banhado pelo Oceano Atlântico, a cidade foi batizada e até hoje é conhecida com muito carinho como ‘Princesinha do Atlântico’, mesmo tendo distritos serranos, que diga-se de passagem possuem uma natureza exuberante e valiosa, Macaé tem inúmeros pontos fortes, que resistem com o passar do tempo devido a própria vontade de seus moradores, que enxergam a importância em preservar sua memória.

Podemos destacar também, a vinda de Charles Darwin, que percorreu a região e assim teve a inspiração em escrever uma das mais notáveis obras da nossa existência, ‘A Origem das Espécies’. Após esse marco, a Cia Estrada de Ferro Macahé-Campos foi construída, abrindo espaço para um impulso impressionante no desenvolvimento local. A descoberta de petróleo na Bacia de Campos, por volta de 1974, transformou de vez a cidade, que antes era apenas rural e com esse acontecimento, passou a ter sua economia amplamente modificada, além de sua cultura, que recebeu uma forte influência estrangeira.

Mas voltando ao cotidiano local, muitos bairros da cidade, ainda revelam como era Macaé antigamente, preservando em suas fachadas, a marca do que era muito comum na época, com detalhes que permanecem até hoje e que se fizermos um passeio pelo centro da cidade, por muitas vezes, teremos a sensação de voltar no tempo. As praças, que são o sinônimo de lazer de antigamente, preservam bustos de bronze, Chafariz e uma vegetação ainda intacta da época que foi criada.

Nas fotos a seguir, podemos sentir um pouco mais de perto, como era Macaé. Começamos um breve passeio pelas fotografias, com o primeiro hospital da cidade, passando pelo Tênis Clube, onde muitas festas aconteciam. A famosa avenida Rui Barbosa, antiga Rua Boa Vista, era composta apenas por casas e poucos carros em sua longa extensão ainda de terra batida. A Rua da Praia, no finalzinho dos anos 70, era o local onde a prefeitura tinha a sua sede. Voltando um pouco mais no tempo, o transporte público ainda era feito com cavalos, em bondes que eram comandados por homens bem vestidos. As praias, sempre belas, sempre atraiu olhares dos turistas que se encantavam com as largas faixas de areia e aos domingos, era a atração preferida das famílias. A avenida Presidente Sodré, tinha amplos jardins, que lembravam muito, os parques europeus. O que hoje avistamos a Igreja da Glória, antes era um vasto campo, com poucas casas e vegetação rasteira.

Mesmo com tanta evolução, tantas modificações, podemos afirmar que a cidade de Macaé, possui inúmeros lugares onde a presença do passado é notada com clareza. Esse eixo que liga o passado ao presente e já vislumbrando o futuro, é muito interessante, pois podemos entender através do nosso olhar, um pouco de tudo o que se passou pelas centenas de ruas, bairros e fortemente pela sua arquitetura.

Macaé atravessa as décadas nunca se esquecendo do que foi. Sempre buscando referências valiosas para a construção de dias melhores.

Mariana Abrantes

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