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Caderno D

Um antídoto contra a barbárie

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Vivemos tempos complicados. Tempos onde a morte se tornou banal e o pior de tudo: ninguém aprofunda um pensamento sobre isso.

A escritora e professora de filosofia, conhecida em todo o país, Marcia Tiburi se inspirou no pensador alemão Theodor Adorno e sugere uma reflexão sobre como a violência pode e muitas vezes nasce, através dos próprios meios de comunicação. “Não nos enganemos, a televisão é uma experiência intelectual, uma experiência de conhecimento, só que empobrecida. A televisão opera com a nossa inveja.” Afirma.

'Como Conversar com um Fascista' será lançado em Macaé nesta terça(21) com a presença da escritora que irá conversar sobre inúmeras questões que envolvem a temática do livro como, o genocídio indígena, o massacre racista e classista contra jovens negros e pobres, a homofobia, o feminicídio, a manipulação das crianças, entre outros. Para a escritora, o autoritarismo é um modo de exercer o poder, e a propaganda do ódio, prega intolerância, afirmando coisas estarrecedoras.

Com sua filosofia, digamos, pop, Tiburi alcançou sucesso de público e de crítica e nesses tempos que estamos à flor da pele, o livro tem um propósito filosófico-político, onde torna possível os leitores pensarem sobre questões que permeiam também a nossa cultura política, que vivenciamos diariamente. Tudo isso exposto abertamente, sem cair no segmento acadêmico.

Sua intenção é que as pessoas pensem em um método para contrapor essa época de ódio, que também é refletida em nossas redes sociais.

O encontro está marcado e vale muito a pena este intenso contato com um assunto de extrema relevância atualmente.

A sede do Sindipetro – NF será o ponto de encontro, com entrada franca, as 19h.

A autora

Marcia Tiburi, além de escritora é também artista plástica e professora de filosofia, onde se tornou mestre pela Puc e doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Já publicou vários livros sobre filosofia e também escreve para jornais e revistas.

 

Mariana Abrantes

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