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Projeto Acto Comunidade transforma realidades em Macaé

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Uma iniciativa que começou despretensiosa, onde seus fundadores não poderiam imaginar no quão importante se tornaria. Uma referência para a cultura de Macaé, assim é o Grupo Teatral Acto, o mais antigo da cidade, a base de muitas vertentes culturais da cidade e que este ano completa 30 anos de existência. O número impressiona e dá a dimensão de sua importância, já que há três décadas vem cumprindo a linda missão de formar novos atores e atrizes, fomentando um setor vital para o desenvolvimento de uma população.

O grupo é uma Associação Cultural sem fins lucrativos reconhecido de Utilidade Pública Municipal, através de decretos oficiais e é um verdadeiro patrimônio para Macaé.

Tudo começou em maio de 1986, quando três jovens apaixonados por teatro, decidiram criar um grupo onde o teatro fosse trabalhado com seriedade. A euforia e a ansiedade da juventude, não tinham vez quando o assunto era encenar. Para Gilberto Alves, Luiz Lelis e Jorginho di Paula, apostaram todas as suas fichas neste projeto que tinha tudo para dar errado, mas que deu certo. Muito certo.

Não eram apenas reuniões para encenar ou estudar teatro. Eles queriam colocar em prática o Teatro experimental. Dessa forma, a primeira peça foi criada. ‘Melancolia’, que é uma leitura de Sartre, serviu como base para o espetáculo que foi considerado ousado e desta maneira, o primeiro passo rumo à consolidação do grupo, foi dado.

A cada ano, novas peças foram criadas e ao mesmo tempo, o número de pessoas interessadas foi crescendo. Hoje, o Grupo Acto tem em seu currículo, 35 espetáculos e se engana que o projeto se limitou apenas a repassar as teorias sobre como atuar. Eles passaram a ser conhecidos como ativistas culturais de Macaé, em busca do crescimento, e principalmente, querendo mostrar que a cidade tem uma identidade cultural e que precisava urgentemente ser resgatada.

Os cinco primeiros anos foram dedicados a novas pesquisas. Estudos profundos sobre os gêneros e tudo o que permeia o assunto, era o foco de seus fundadores, mas sem deixar de lado sua marca experimental.

Em 2009, o grupo ganhou um edital e se transformou em Ponto de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Mas o status durou apenas por um tempo e suas raízes mais fortes, baseadas na missão de seguir na luta sem denominações e de forma independente, voltaram com uma força ainda maior, pois o que sempre diferenciou o grupo dos demais, foi o desprendimento em servir à população de forma livre, onde tudo sempre foi oferecido de forma gratuita.

No mesmo ano onde tudo isso aconteceu, surgiu um subprojeto do grupo. O Acto Comunidade surgiu para dar legitimidade à proposta inicial de que é possível tornar acessível o consumo de cultura, com consistência, onde todos, sem restrições, usufruem dos ensinamentos, das aulas que são oferecidas. Nesse período, o Centro Cultural Rinha das Artes, se tornou o palco onde tudo isso estava prestes a acontecer. Reconhecido como o centralizador das atividades culturais da cidade, a Rinha é uma referência de espaço para quem promove a cultura. E assim o grupo foi…

Ano após ano, o projeto encanta mais jovens com suas montagens teatrais, seus espetáculos que emocionam e que ensinam.

O foco principal é manter as aulas gratuitas de teatro com ênfase em Montagem de espetáculos, onde os alunos são captados através de oficinas de captação em vários bairros da periferia de Macaé. A cada começo de ano, alunos são selecionados e chamados a participarem das oficinas de interpretação, dramaturgia, voz e corpo. Além de estudos nas áreas de cenografia, figurino, iluminação cênica e sonoplastia. Sempre aos sábados, das 13 as 17h, de março a dezembro. Após todos esses meses de aprendizado intenso, uma avaliação final, em formato de montagem teatral com distribuição de ingressos em Escolas e Comunidades, é realizado.

Uma das marcas do projeto é que seus professores, todos eles, são voluntários e as peças teatrais só acontecem através de recursos vindos da iniciativa privada.

Muito mais que incentivar a cultura local, o projeto Acto Comunidade é uma iniciativa que fomenta a educação e a cidadania.

Cronologia dos espetáculos do Grupo Acto

1 - “Melancolia” Jean Paul Sartre – 1987

2 -“Contagem Regressiva” – Valter Vilar – 1988

3 -“Este Mundo é um Arco Íris” – Ronaldo Ciambrone – 1989

4 -“A Louca” – Colagem do Grupo – 1990

5 - “A Revolução dos Bruxos” – Gilberto Alves – 1991

6 - “Mãos ao alto Classe Média” – Domício Mota – 1992

7 - “Contagem Regressiva – Remontagem – 1993

8 - “Mostra Acto Um” – Gilberto Alves – 1993

9 - “O Santo e a Porca - Ariano Suassuna – 1994

10 - “Palhaços” – Timochenco Webi – 1995

11 - “A Perseguição” – Timochenco Webi – 1996

12- “Deu a louca na TV" - Colagem do Grupo – 1998

13 -"Lucrécia, o veneno dos Bórgia" - Paulo César Coutinho – 2000

14 - “Disse adeus às ilusões e embarcou para Hollywood”

Ricardo Meirelles – 2001

15 - “Delicioso Horror” – Ricardo Meirelles – 2001

16 - “Amigos” – Ricardo Meirelles – 2001

17- “Um convidado Especial” – Ricardo Meirelles – 2001

18 - “Cruzes” – Jorginho di Paula – 2002

19 - “Este mundo é um Arco Íris” – remontagem – 2003

20 - “A Perseguição” – Remontagem – 2006

21 - “Conversa inconsequente numa tarde morna de domingo” Ricardo Meirelles – 2008

22 - Romeu e Julieta - William Shakespeare - 2011

23 - Sonhos de uma noite de verão - William Shakespeare

Montagem Ponto de Cultura Acto Comunidade- 2011

24 – “A Floresta do luar não vai acabar” – Phidias Barbosa – 2012

25 – “Giz” - Criação coletiva

Ponto de Cultura Acto Comunidade – 2012

26 - “Giz” - Remontagem – 2013

27 – “A Perseguição” - Timochenco Wehbi

Projeto Maratona Acto em Cena- 2013

28 - “Conversa inconsequente numa tarde morna de domingo” Ricardo Meirelles – 2013

29 – “A onça e o bode” Infantil - 2013

30 – “Amigos” - Ricardo Meirelles – 2013

31 – “Alice”- Montagem: Acto Comunidade

32 - “Cale-se”

Montagem: Acto Comunidade Master - 2014

Texto: Criação coletiva

33 – “Peter Pan”

Montagem: Acto Comunidade Infantil - 2014

34 – “O Pequeno Príncipe” Infantil

Montagem: Acto Comunidade - 2015

35 – “Contagem Regressiva” Valter Vilart - 2015

Mariana Abrantes

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