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Caderno D

Os novos tempos das antigas e eternas relações

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Hoje é Dia dos Pais e podemos afirmar que a figura paterna tem se reinventado a cada dia; tanto que atualmente a nova configuração do perfil do pai moderno deixou para trás, décadas de conservadorismo, dando espaço a um pai mais atento, mais participativo e mais parceiro nas atividades do cotidiano, no que se refere ao cuidado intenso com os filhos.

Além dessa aproximação maior na vida prática dos pequenos, a sensibilidade também tem sido maior quando falamos de diálogo entre filhos e pais. Aquele modelo, sendo o homem da casa, provedor financeiro e o centro das ordens, é coisa do passado e hoje podemos perceber um pai mais envolvido com a educação dos filhos, sem deixar de mencionar que a mãe, também não é a mesma de algumas décadas atrás.

Tudo vem mudando bastante. O pai se transformando, a mãe ocupando novas funções e se tornando ainda mais multitarefa, e todas essas questões vem exigindo uma nova forma de encarar a vida, com mais equilíbrio, já que mães e pais estão se complementando e não mais se dividindo.

Hoje é dia de presentear, pensar e refletir sobre esse posto que é vivido de mil e uma maneiras em todo o mundo. Motivo de felicidade ou também de tristeza, a data nos leva a pensar sobre a importância dessa pessoa na história de vida de cada um de nós.

Ainda sem classificação definida, uma nova paternidade está sendo desenhada e mesmo quem não teve pais presentes, sempre se buscou em alguém, uma referência de informação ou vivência.

Podemos destacar também, que a figura paterna não é mais a mesma no sentido de ser o porta-voz de conselhos. Em tempos de constante crescimento da informação, os filhos descobrem muitas coisas de outras formas e o pai se tornou uma espécie de ‘filtro’ para ajudar a encaminhar da melhor forma, a enxurrada de coisas que os filhos vivenciam diariamente. O pai que era sinônimo de lazer, também ficou lá no passado e podemos constatar que os filhos se distraem mais sozinhos, o que é produtivo por um lado, pois fortalece a independência, mas por outro, os laços de carinho procuram um novo caminho para alcançar a mente e o coração dos filhos.

Existe também o lado não tão glamouroso desses novos tempos. A referência de autoridade foi diluída e o que antes era visto com temor, hoje ou o pai é um amigão, ou é um pai com menos ‘pulso’, já que a mãe, começou a se transformar na figura que impõe limite.

A lista dos novos perfis pode continuar por inúmeras páginas deste jornal. As vertentes são tantas e tão complexas, que nem mesmo várias edições dariam conta. As funções entre mães e pais estão se misturando, criando conflitos de identidade e essa ‘crise’, nos leva a uma pergunta: Os pais de hoje sabem definir bem o papel de cada um na formação de um novo indivíduo?

Antes, a mãe já tinha pré estabelecido o que era ser mãe e toda a bagagem que vem consigo. O mesmo podemos dizer do pai, que desde a infância, era criado para executar uma série de tarefas, passada por gerações. Hoje, a expressão ‘bom senso’ é citada subjetivamente, todos os dias da nossa existência. É como se fosse um mantra, que precisa ser repetido constantemente, para dar conta de toda essa complexidade que envolve o tema.

A verdade, é que este é um assunto seríssimo, mas que nunca terá uma conclusão exata, que poderá explicar de forma ampla, o que cada um vive, desde o dia em que nascemos. Aproveitando este dia, que para muitos é feliz; confuso para muitos, solitário para outros, ou sinônimo de presentes, vale deixar a mensagem que o mais importante nessa nova era de constantes mudanças, é nos perguntarmos se todos nós, estamos cumprindo de forma correta, todos os nossos papéis. A avaliação interna é sempre a melhor opção para que antigos e nocivos padrões não sejam repetidos e que os novos, mais recheados de sabedoria, escrevam um futuro com mais amor.

Mariana Abrantes

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