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Caderno D

O melhor do Choro através do talento de um macaense

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Uma vida dedicada à música, onde tudo o que se aprendeu ao longo dos anos, não ficou apenas em sua bagagem pessoal. A música tem esse poder de agregar e ser, literalmente, um instrumento que leva boas mensagens. Saber um ofício e repassá-lo com carinho e dedicação, quer dizer muitas coisas, mas a principal delas, é a construção diária de um mundo melhor.

Em Macaé, a lista de destaques que se propõem a melhorar o mundo através de ações relevantes, é imensa e vem crescendo a cada dia. Hoje, o Caderno D vai destacar a existência de uma pessoa muito importante no cenário cultural da cidade. O mestre do cavaquinho, Marco Pólo, é um grande representante do gênero musical tipicamente brasileiro, o Choro. Marco, mais conhecido como Banana, criou um grupo muito especial na cidade e que vem alegrando os frequentadores da Praça Jorge Marins, mais conhecida como praça dos Pescadores em pleno meio de semana. Quem está junto neste lindo projeto é a Fundação Macaé de Cultura, que fomenta e cria os mais variados eventos no segmento. Além de poder usufruir do clima super agradável, criado pelo grupo de choro, as pessoas podem também aproveitar as barraquinhas que ficam no local com seus quitutes feitos com frutos do mar fresquinhos e também poderá voltar para casa com algum objeto de decoração que é vendido por artesãos locais.

Mas voltando a trajetória musical do mestre Banana, o professor, que também dá aulas na Escola Municipal de Artes Maria José Guedes, a Emart, tem em seu currículo a formação como Técnico de Cavaquinho da Escola Brasileira de Música e também estudou Teoria Musical com Nelson Macedo e Harmonia Funcional com Lan Guest. Banana é um aficionado por música instrumental brasileira e sempre que possível, coloca em seu repertório, o melhor do choro, samba, bossa nova e baião. Paulinho da Viola, Chico Buarque, Tom Jobim e o mestre Sivuca, podem ser lembrados por lindas interpretações do grupo.

Não podemos esquecer de mencionar, que em sua história, também existem passagens marcantes como o encontro e registro do mestre Marco Pólo com a Velha Guarda da Portela, com a musa Dona Ivone Lara, João Nogueira, Tereza Cristina e muitos outros. Banana é considerado o prata da casa da Emart e também um membro especial da Orquestra Popular de Macaé (OPM). Sua música já foi ouvida também pelo mundo afora, em turnês internacionais e festivais de jazz.

Para quem não teve ainda a oportunidade de prestigiar este trabalho incrível, realizado pelo grupo, vale conferir o projeto que acontece semanalmente, onde os alunos da Emart vem aprimorando suas habilidades e quer mostrar para a população que é possível realizar eventos de alta categoria musical, com baixo custo e acessível a todos. O grupo é composto pelo baixista Fábio Guma, Elder Marques na percussão, Juninho no trompete, Zé Rangel no clarinete, Gustavo Barbosa na guitarra, Arthur dos Santos na bateria, Amaro Santana e Eduardo Bruno, ambos no saxofone.

As apresentações acontecem todas as quartas no espaço em frente ao Mercado Municipal de Peixes de Macaé, sempre no final da tarde.

Mariana Abrantes

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