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Caderno D

Macaé como fonte inspiradora de poesias

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Um projeto criado com a intenção de fazer um resgate urgente de uma vertente da literatura que anda meio esquecida, mas que é uma das mais preciosas bases de todo o nosso entendimento no que se refere ao mundo dos livros, da literatura e de uma forma mais pessoal, gera um olhar mais profundo perante à vida. Estamos falando da poesia, que é uma das expressões mais genuínas e mais relevantes desde a antiguidade.

Macaé tem um representante de peso que vem realizando um trabalho específico sobre poesia, fomentando esta forma de fazer arte, com um projeto incrível para o município. O nome é A Língua do P e foi criado pelo professor, poeta, produtor cultural e cidadão, Gerson Dudus. A ação cultural que tem como base a leitura e a produção de poesias, foi criada em cima de dados coletados sobre o Retrato da Leitura no Brasil, que mostram uma grande perda no número de leitores de poesia, nos últimos anos.

A Língua do P acontece desde abril, todas as terças, no Foyer do Teatro Municipal de Macaé e para abrir as edições, a escola municipal de arte (EMART), se apresenta no início, proporcionando um clima interessante com muita música, onde o repertório tem ligação direta com a temática do encontro, que são escolhidos diante de algum momento importante ou que presta uma homenagem a algum artista do cenário. Este mês o tema escolhido é especial e revela o amor pela cidade de Macaé. “Fazemos um Sarau por mês, e em julho vamos aproveitar o níver da cidade pra fazer uma homenagem. O tema do Sarau é Poesia & Cidade. Tivemos já o Sarau Soturno, só com poetas malditos, e o Sarau Qu4tro Letr4s, só com poemas de amor”, conta Gerson.

O projeto também acontece em escolas, e muito em breve pretende chegar à Cidade Universitária de Macaé, com intenção de ser encontros mensais.

Alguns temas estão prestes a fazerem parte das próximas edições como: Poesia & Política, com a participação dos alunos de teatro da EMART, Poesia & Jazz, com a participação da Escola de Música, Poesia & Negritudo no mês de novembro,além de uma homenagem especial que vem sendo elaborada, para celebrar o centenário de Manoel de Barros.

Os encontros acontecem sempre as 18:30, as terças e é um evento imperdível, que está movimento a criatividade de muitas pessoas e que mostra como a cidade de Macaé tem pessoas engajadas e que prezam pelo desenvolvimento da cultura.

Mariana Abrantes

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