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História de Cabo Frio é disponibilizada em versão online

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Após 30 anos de pesquisa, o historiador e escritor Márcio Werneck, um dos mais importantes pesquisadores da Região dos Lagos, digitalizou e disponibilizou no site (http://acervomarciowerneck.com.br/), um vasto material que conta a história de Cabo Frio e Região, se tornando fonte de consulta online.

A pesquisa pode ser feita através das áreas da pré-história, história, geografia, biologia, ecologia, arte e cultura e os principais estudos do autor foram disponibilizados no site através da iniciativa de sua filha, a jornalista Maria Werneck. A mesma foi premiada pelo Programa Municipal de Editais de Fomento e Difusão Cultural (Proedi), de Cabo Frio, junto ao webdesigner Vinícius Paixão e outros profissionais.

O projeto de digitalização começou em 2012 e terminou no mês passado, em uma parceria técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Instituto Federal Fluminense (IFF), Campus Cabo Frio.

Segundo a organização do projeto, que estava há vários anos em um acervo familiar, a prioridade foi a digitalização de dezenas de encadernações dos trabalhos realizados pelo historiador.

A segunda etapa do tratamento do acervo, que será concluída até 2017, inclui a seleção, higienização e catalogação do material restante: cerca de 40% do total dos trabalhos realizados, pastas suspensas, fichas, mapoteca e fotografias da região, em slides e negativos.

E também, arquivos digitais de entrevistas de personalidades de Cabo Frio e de Búzios, em áudio, originalmente de fitas cassetes e suas transcrições, além da lista completa dos itens da biblioteca do historiador, que estará disponível junto ao acervo, para pesquisa presencial em espaço que ainda será divulgado.

De acordo com a realizadora do projeto, Maria Werneck, esse é um caminho para a democratização dos diversos acervos na região. “Este projeto foi, sem dúvida, muito difícil por diversos motivos, dentre eles, as muitas horas de trabalho até a dedicação exclusiva e pessoal que tive que empenhar em cerca de uma no. Porém, o maior deles, com certeza, é não encontrar muitas referências de projetos anteriores e de profissionais que entendam desta área, como o tratamento e a transformação de acervos familiares ou públicos, em websites”, disse.

Maria comenta também que infelizmente, em toda a região existem diversos acervos que se perderam com o tempo. “Somos uma das regiões mais antigas do Brasil, com um material imenso a ser estudado. Sem esses registros primários conservados para a pesquisa e fragmentados, como estão atualmente, perderemos uma parte importante da nossa história que poderia ser redescoberta”, completou a jornalista.

 

Esio Bellido

Foto: Divulgação

 

 

 

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