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Grupo de jongo mirim de Machadinha, em Quissamã, vai se apresentar em evento estadual no Rio

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Atividade cultural difundida por descendentes africanos, o jongo foi considerado patrimônio imaterial da cultura brasileira em 2005 após decisão do Ministério da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Um grupo de alunos da rede pública municipal de Quissamã vai participar, nesta quarta-feira, 18, da Mostra Estadual de Experiências em Educação Popular em Saúde, onde um grupo de jongo mirim da localidade de Machadinha será uma das atrações da programação.

O encontro será realizado na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, instalada na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. No evento, haverá apresentação dos trabalhos dos cursos de aperfeiçoamento sobre o tema, que envolveram 26 turmas no Estado.

No último dia 5, Quissamã sediou a Mostra Cultural que marcou o encerramento do curso na região Norte Fluminense. As atividades foram iniciadas em fevereiro e voltadas à formação de profissionais das equipes de Atenção Básica, em especial as enfermeiras da Estratégia de Saúde da Família; os agentes comunitários; agentes de controle de endemias e integrantes de movimentos sociais.

A Educação Popular em Saúde propõe ações em 4 eixos estratégicos, participação, controle social e gestão participativa; formação, comunicação e produção de conhecimento; cuidado em saúde; e intersetorialidade e diálogos multiculturais.

Jongo – Vindo para o Brasil há mais de 500 anos, o jongo é uma dança africana marcada por instrumentos de batuques que se caracteriza pelas cantorias entoadas pelos negros escravos, compassados pelos tambores, caxambu, mais grave, e candongueiro, mais agudo.

A localidade de Machadinha, em Quissamã, tem fortes influências de comunidades quilombolas, devido às ruas raízes africanas na região que já foi explorada pela cultura canavieira do início da colonização fluminense e brasileira.

Graças aos descendentes dessas comunidades, os descendentes de africanos da Machadinha reatualizam o jongo, tradição hoje manifestada pela 6ª geração dos escravos que ali trabalhavam na lavora de cana-de-açúcar.

Desde 2005, o jongo foi considerado patrimônio imaterial da cultura brasileira pelo Ministério da Cultura e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e desde 2009, os jongueiros de Quissamã tiveram seu papel reconhecido no município, com a realização do 13º Encontro Nacional de Jongueiros.

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