Mídias Sociais

Caderno D

Forte Marechal Hermes – História e beleza lado a lado

Avatar

Publicado

em

 

Um lugar onde a natureza é muito presente e que retrata a história da cidade de Macaé. Para quem gosta e valoriza tudo o que se refere aos contextos históricos de um local, o Forte Marechal Hermes, comandado pelo Major de Artilharia Daniel Tenenbaum da Silva, é um dos maiores representantes. Bem conservado, cheio de histórias e com paisagens lindíssimas, é o cenário da caminhada histórico-cultural dos lugares de memória do município, além de ser considerado um referencial arquitetônico.

O Museu da Cidade de Macaé Solar dos Mellos, faz jus a toda imponência do lugar e o projeto ‘Lugares de Memória’, que é um sucesso, leva turistas e moradores ao Forte, com visitas guiadas bem interessantes , onde é possível aprender mais sobre o lugar. “ O Forte Marechal Hermes vem se mantendo intimamente ligado à história de Macaé. É lindo para visitação, o lugar é um paraíso, belas árvores, enfim, um lugara para relaxamento.” conta o morador, Rodrigo Carvalho.

Um dos locais mais apreciados por seus visitantes é a parte mais alta, próximo ao mastro principal da Bandeira Nacional, onde toda a orla de Macaé pode ser vista. O Farol também é muito visitado, e os canhões fazem muito sucesso entre as crianças.

Mas antes de conhecer o lugar, vale saber sobre os detalhes de como tudo começou.

Localizado ao sul da foz do rio Macaé, na extrema ponta entre a praia de Imbetiba e a praia das Conchas, o Forte Marechal Hermes faz fronteira com as Ilhas de Sant’Anna, do Francês, do Papagaio e do Ilhote Sul.

Por volta de 1889, no governo do presidente Marechal Floriano Peixoto, um projeto que tinha como foco a defesa deste ponto de Macaé, foi elaborado, mas só começou a ser executado no governo do presidente Prudente de Morais. Em formato octogonal e construído a cinquenta metros acima do nível do mar, as obras continuaram até o ano de 1900 e foram suspensas, retornando dez anos depois, onde os quartéis para a tropa, foram finalizados. Apenas em 1911 foi denominado oficialmente como Forte Marechal Hermes, onde passou a ser a sede do 1º Batalhão de Artilharia de Posição. Mas apenas durante a Primeira Guerra Mundial, passou a contar com água encanada, da rede da cidade de Macaé. Sua localização era de extrema relevância na época da cana-de-açúcar. A produção do café ainda era tímida e o sal que vinha de Cabo Frio, era comercializado no porte de Macaé, que durante este período, foi considerado um dos portos mais utilizados do país, e devido ao segundo ciclo da encomia macaense, que foi muito produtivo, elevou o status do porto.

O espaço onde o Forte fica localizado é cercado por doze hectares de Mata Atlântica totalmente preservada. Um Posto de Comando a céu aberto, que se comunica acusticamente através de galerias , promove a comunicação entre o Posto e os quatro canhões Armstrong calibre 154.4, que ficam na parte superior do Forte, que representa as conquistas alcançadas pela cidade.

Criado 200 anos antes da emancipação política e administrativa de Macaé, o Forte é um patrimônio incrível, que apesar de ter sido ameaçado de ser desativado, se manteve firme e até hoje conta brilhantemente a história de um povo que luta muito até hoje pelo desenvolvimento pleno da cidade.

Os engenheiros que desenharam o projeto do Forte, contribuíram para a criação de Macaé e durante esses 403 anos de existência, participou ativamente da história do município, fortalecendo os movimentos sociais, políticos e econômicos da região.

Para conhecer

Quem quiser se sentir fazendo parte da história, através de um belo passeio pelo Forte, é preciso uma autorização, já que é uma área militar. Com dias específicos para a visitação, o local segue uma rigorosa agenda. O projeto ‘Lugares de Memória’ do Solar dos Mellos, propicia uma visita de grupos todo o último domingo do mês e grupos aleatórios também podem conseguir autorização, fazendo um contato pelo e-mail oficial nonabia@outlook.com ou para mais informações: (22) 2772 -5568.

Mariana Abrantes

Mais lidas da semana