Mídias Sociais

Caderno D

“ Birdwatching” atrai amantes da observação fotográfica a Cabo Frio

Publicado

em

 

Cabo Frio, nesta época do ano, torna-se local preferido de aves migratórias, por estar localizada na baixada litorânea, com fração costeira de corrente marinha fria.

Não são somente as belezas naturais que Cabo Frio possui, tão pouco pontos turísticos e históricos.

O município cabista também é preferido das aves migratórias. Por isso, nesta época do ano, o “Birdwatching” atrai amantes da observação fotográfica à cidade. Nesta época do ano, Cabo Frio torna-se local preferido de aves migratórias, por estar localizado na baixada litorânea, com fração costeira de corrente marinha fria existente, chamada de ressurgência, em meio a uma zona quente decorrente do regime de ventos locais, principalmente, de direção nordeste.

O fim do defeso total da Laguna de Araruama e o início do inverno no hemisfério Norte do planeta também atrai as aves migratórias para Cabo Frio.

Entre as espécies, está aves como Flamingos, Marreca Toucinho, Colhereiro, Maçarico – de várias vertentes, Vira Pedra, Batuíra e espécies raras como o Alaropus, o Flamengo Grande dos Andes, o Flamengo Chileno e a Batuíra de Peito de Tijolo, além da grande estrela do elenco, o Formigueiro do Litoral, que vem para Cabo Frio para descansar, se alimentar e se reproduzir.

Nos últimos 10 anos, a atividade do birdwatching, que em português significa “observação de pássaros” ou “passarinhada”, registrou um crescimento de mais de 5.000% no Brasil, com a multiplicação de comunidades virtuais e a formação de grupos que viajam o país em busca de registros dos pássaros preferidos ou dos registros inéditos. Todos os registros fotográficos vai para o site “wikiavesbrasil”, considerado o maior do mundo sobre o assunto,  com atualmente, 3.896 fotos de aves registradas somente em Cabo Frio, totalizando 241 espécies.

Uma das últimas aves a trazer birdwatchers a Cabo Frio foi o Flamingo Grande dos Andes, no fim do de 2017.

As passarinhadas são praticadas em Cabo Frio em uma trilha que vai das cercanias do campus da Universidade Veiga de Almeida até o Farol da Lajinha, próximo à Ilha do Japonês, mas a atividade precisa do auxílio de guias capacitados e especialistas tanto no trajeto quanto no assunto. Os dois únicos da região são o próprio Antonio Angelo, e o coordenador do Meio Ambiente da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade, Eduardo Pimenta.

Para a secretária de Turismo de Cabo Frio, Fabíola Bleicker, é importante que os diversos setores da prefeitura trabalhem de forma conjunta para evidenciar o turismo e atrair visitantes. “Um dos trabalhos da Secretaria de Turismo é o levantamento de potenciais atividades para, juntamente com a Coordenadoria de Meio Ambiente, formatamos alguns produtos que possuem demandas específicas no segmento de Ecoturismo. E nosso trabalho continua na qualificação de novos condutores e divulgação destes produtos que diversificam as possibilidades de atividades na cidade e atendem um nicho de mercado específico", explicou.

 

Daniela Bairros

Crédito: Divulgação

Mais lidas da semana