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Caderno D

58ª edição do Cine Mosquito revela sua importância para a Região dos Lagos

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Cinema de qualidade, absolutamente independente e que faz a diferença no segmento de produção audiovisual e cinematográfica na Região dos Lagos, assim chega a 58ª edição, o que é um número muito expressivo e que revela que é possível fazer cinema sem os entraves, sem as amarras e sem uma ajuda substancial para que um projeto excelente, faça parte do cotidiano das pessoas. Não é fácil seguir em frente de forma independente, mas é assim que funciona o ‘Cine Mosquito’, em Cabo Frio, que chegou num patamar muito interessante em sua história, cada vez mais maduro e focando na qualidade.

Novas gerações estão fazendo parte e através de criações incríveis, o trabalho vem se desenvolvendo de forma muito consistente e o público tem ficado muito feliz.

Tudo começou há cinco anos, com uma produção bem simplória e o que vemos hoje, são produções caseiras com uma qualidade inacreditável. O conteúdo é bem trabalhado e mesmo sem equipamentos de última geração, o que presenciamos, são obras que prezam por histórias relevantes e que aguçam os nossos sentidos.

Quem conhece um pouco do universo cinematográfico, sabe que a labuta é árdua. Fazer cinema no Brasil, ainda mais tipo ‘carreira solo’ é para poucos, bem poucos. Mas o Cine Mosquito vem se reinventando a cada ano, mesmo com dificuldades no sentido de que existem braços políticos que ocupam espaços desnecessários na evolução de um projeto rico como este.

A intenção do projeto é fomentar histórias locais, sem esquecer o mundo lá fora, mostrando também a cultura de outros lugares. Nos últimos 10 anos, um time forte de cineastas, produtores e realizadores, vem crescendo no município, e conquistando prêmios brasil a fora e até ultrapassando as fronteiras do nosso país.

Este ano, um prêmio especial vai compor esta edição. O Mosquitão de Ouro, foi criado com a intenção de celebrar os oito anos de existência do Cineclube mais antigo da cidade.

O evento

Hoje(07), a 58ª edição do Cine Mosquito, vai apresentar uma programação super mega especial para comemorar esse número digno de aplausos. Na lista, troca de livros, varal artístico, mímica de filmes, contação de filme e poesia, vão compor, de maneira primorosa, este lindo evento.

Filmes para o público adulto e infanto-juvenil também poderão ser conferidos, com temas que vão desde o universo indígena, passando pelos curtas nacionais e internacionais e ainda com uma mostra especial de filmes específicos da região de Cabo Frio.

Quem compõe a equipe é a Manuela Paiva Ellon, Jiddu Saldanha e Nathally Amariá. O evento vai acontecer no Espaço Cultural Usina 4, localizado na Rua Geraldo de Abreu, 4, no bairro Jardim Excelsior, a partir de 19h30 e com preços populares a R$2. Não dá pra perder!!!!!

Um verdadeiro patrimônio cultural

Para quem não conhece algumas passagens do projeto, lá em sua origem, há mais de 50 anos, duas relíquias foram criadas e gravadas em Cabo Frio. ‘Os Cafajestes’(1962) e ‘Antes, o Verão’(1968), foram rodados no município, com direção do moçambicano Ruy Guerra, que foi indicado ao Urso de Ouro, prêmio cobiçado do Festival de Berlim, e Gerson Tavares, que teve sua produção censurada na época da Ditadura Militar e que foi redescoberto no ano passado, quando um professor da Uff, recuperou e digitalizou a obra. Em ambas as obras, a atriz Norma Bengell atuou.

Para levar todo esse conteúdo ao encontro do público e fazer com que este segmento seja fomentado devidamente, a longa caminhada começou com o ator e mímico, Jiddu Saldanha, que pensou, já naquela época, como o cinema tem uma distribuição difícil e que requer muita paixão e trabalho pesado para conquistar o seu espaço.

Mariana Abrantes

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