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Um novo papel para a escola – parte 1

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A contemporaneidade vem provocando, no meio educacional, uma grande expectativa quanto a refuncionalização da escola, ou melhor, quanto ao seu novo papel frente aos desafios presentes na sociedade.

No passado recente, responder a tal questionamento não era tão complicado. Hoje, sem a menor dúvida, a resposta para ser construída deve levar em consideração múltiplos aspectos relacionados à nossa consciência, à nossa individualidade, à nossa coletividade, ao mundo, ao funcionamento da sociedade, ao aspecto cultural, etc.

Os aspectos considerados na definição do novo papel da escola devem ser vistos como molduras, onde os retratos da vida cotidiana reflitam, com significatividade, os motivos para o existir da nova ação educativa.

Hoje, sabemos que a questão ambiental é um problema de toda a humanidade e precisa ser enfrentada. Hoje, sabemos que a gravidez indesejada na adolescência é um problema social que pode ser evitado. Hoje sabemos que a valorização da diversidade é a base para uma cultura de paz. Hoje sabemos que uma vida saudável significa mais do que a ausência de doenças físicas. Hoje sabemos muitas coisas. E por isso, temos também uma responsabilidade maior em relação à vida, ao planeta, aos grupos sociais, ao futuro.

E qual é o papel da escola neste cenário, neste momento? A escola pode contribuir para a construção de uma sociedade mais justa? Qual é a relação da escola com as questões sociais atuais?

Precisamos dar respostas concretas, oferecer caminhos de esperança para nossos alunos. Para tal, é preciso realizar uma revolução curricular que leve em consideração a necessidade de buscar uma perspectiva educacional que responda às demandas da sociedade brasileira, com todo seu encanto e todas as suas questões contemporâneas.

A revolução curricular levará em conta:

  • A escola como um espaço de possibilidades, com diferentes saberes e fazeres.
  • A escola enquanto instituição histórica e social.
  • As gerações instituídas e instituintes da escola: infância, adolescência / juventude, adultos e idosos – seus diferentes saberes e fazeres.
  • A profissão docente seus saberes e fazeres.

Nos próximos artigos pretendo refletir sobre o papel da escola na atualidade, dando ênfase à inserção de novos saberes em seu projeto político-pedagógico, a partir da chamada revolução curricular.

Num primeiro momento refletirei sobre o currículo, suas limitações e possibilidades na formatação de uma nova escola e, sobretudo, a importância do mesmo na concepção e materialização de uma ação educativa identificada com os saberes e fazeres existentes no cotidiano histórico-social das personagens envolvidas na vida escolar.

Em seguida, apresentarei algumas sugestões sobre saberes e fazeres que poderão marcar a matriz curricular da nova escola, definindo um novo papel para a mesma, identificando-a com o cotidiano de todos os envolvidos no processo ensinoaprendizagem.

Até semana que vem.

Professor José Augusto Abreu Aguiar

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